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O famoso “jeitinho brasileiro”
parece que está em extinção. Agora a moçada não faz por menos do
que “jeitão brasileiro”. Tudo agora vem em quantidade suficiente
para satisfazer gregos e troianos. Tudo vem em grande
quantidade, a começar pelos escândalos na esfera política
A recente prisão de oito médicos acusados de negociarem com
transplantes de órgãos humanos abalaram a credibilidade de uma
classe, quase impossível de se conceber.
Não bastassem os escândalos
que abalaram a presente administração governamental, assim como
a oposição, o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores,
pela segunda vez em 15 dias deu uma gafe monumental, ao declarar
que esperava que não fosse necessário uma segunda crise mundial
tal como a gerada pela derrubada das torres gêmeas em 11 de
setembro para resolver o impasse na OMC.
Entretanto, o mais curioso de
tudo é que o Brasil continua a crescer e navegar nas águas
turbulentas de um desenvolvimento tranqüilo, “made in Brazil”.
E dizem por aí que o Lula é a chave do mistério: o homem é muito
sortudo.
Nosso presidente lembra aquela personagem cômica da TV Globo que
supostamente é uma nova rica e sempre repete: - Tô pagando!
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