O número 100 é bastante cabalístico. Os primeros 100 dias de governo,
mamãe faz 100 anos, em quase todas as moedas, as notas de 100 são as
mais altas, os últimos 100 metros, os primeiros 100 metros, 100 vezes,
os últimos 100 anos, a guerra dos 100 anos, 100 maneiras diferentes...
enfim, é um número com muita força. Como não poderia ser menos, estou
escrevendo a coluna de número 100, ou seja, me aguentaram no AcheiUSA
por 100 vezes. A coisa fica engraçada se penso que o editor me ligou 99
vezes para eu não atrasar a entrega do texto (falei 99 vezes porque esta
foi a primeira e única que escrevi e mandei a tempo) e que bebi 200
xícaras de café (na média de 2 por edição) durante o tempo que preparava
o material. A verdade é que a vida está feita de números: alguns
precisam alcançar os mais altos e outros se conforman com os baixos.
Para mim, o 100 é um bom número. Afinal, mais de 100 kilos é pesado,
mais de 100 anos é muito velho, buraco de 100 metros é muito profundo e
mais de 100 kms é muito longe. Por isso, escrever mais de 100 colunas
parece que fica cansativo, para mim e para o resto. E, agora,
provavelmente alguém novo ocupará este espaço – que Ester e Jorge Nunes
tão gentilmente me ofertaram durante todos estes anos. Não há dúvidas de
que o jornal é a mídia em idioma português mais exitosa fora do Brasil.
Eu assisti a evolução do AcheiUSA, desde o começo, como leitor, depois
como colunista, sugando as páginas, edição por edição, quebrando
recordes de acesso no site todos os meses e se tornando referência para
a comunidade como um todo. Por isso, hoje não tem receita e sim uma
tentativa de mostrar o meu agradecimento pelo carinho com que sempre fui
tratado – e a oportunidade que sempre tive de espressar-me, sem nunca
ter sido cortado ou censurado. Muito obrigado, AcheiUSA, por eu poder
completar 100 colunas do À Mesa. E muito – muito, muito mais mesmo – de
sucesso no futuro. Vocês merecem..
Para Pensar
“Não tem mal que dure 100 anos, ou alguém que resista a ele”
- Frase popular
A Fofoca
A crise está brava. Nós que moramos aqui sabemos que o buraco é
muito mais profundo do que dizem pelo mundo afora. O pior pode
acontecer quando descobrirem o tamanho do abacaxi. Vamos ter
pensamento positivo.
Pablo Bouquet é nascido em Mar del Plata, Argentina. Ex-marinheiro de
barcos pesqueiros, foi proprietário de Restaurantes e Casas Noturnas em
Buenos Aires e São Paulo. Morou em São Paulo por 12 anos, onde foi também
consultor de restaurantes. Fez vários cursos de especialização de alta
cozinha com renomados chefs argentinos. Casado, tem 4 filhos e mora nos
Estados Unidos desde 1999. E-mail:
pama@bellsouth.net