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Semana
quente nos EUA
*Por Antonio
Tozzi
Toda vez pensamos qual o tema a ser escolhido para o artigo semanal. Muitas
vezes, é difícil escolher o assunto. Esta semana, porém, foi pródiga em
produzir material para um colunista. Começou com o inusitado sumiço do
governador da Carolina do Sul, passou pela aprovação da lei do clima, o
início das conversas sobre uma futura lei de imigração e culminou com duas
notícias tristes: os falecimentos da atriz Farrah Fawcett e do cantor
Michael Jackson.
Mark Sanford,
que vinha sendo apontado como um possível candidato presidencial do Partido
Republicano, protagonizou uma tremenda trapalhada, que daria um bom roteiro
para uma comédia. Mas seria cômico se nao fosse trágico. No final de semana,
quando se comemorou o Dia dos Pais, no dia 21 de junho, Sanford largou o
governo do estado e nem mesmo seus assessores mais diretos sabiam informar
onde estava o “chefe”. A esposa, por sua vez, também revelou não saber do
paradeiro do marido, pois já havia pedido para ele sair de casa, após ter
confessado ter um caso extramarital.
Para surpresa
de todos, o governador admitiu ter se entregue a uma paixão avassaladora e,
por isso, embarcou para a Argentina, onde vive o pivô de sua separação.
Apesar de assumir o romance com a amante argentina, Sanford pediu desculpas
a família – esposa e quatro filhos – e ao povo. Os companheiros republicanos,
no entanto, não parecem dispostos a perdoar o ato de Sanford, que era o
presidente da Associação dos Governadores Republicanos, e exigem sua
renúncia, algo que ele não está disposto a fazer.
Tudo indica
que a carreira política de Sanford murchou, até porque a coordenadora de
suas campanhas eleitorais sempre foi a esposa, Jenny, que era também o pilar
econômico do casal, por pertencer a uma família de muito dinheiro. A
situação só não é totalmente irremediável porque Jenny acena com a
possibilidade de perdoar o marido e o casal superar esta fase instável. O
duro é a amante argentina concordar…
Os
republicanos sofreram um revés com a aprovação do lei do clima, que exige
das indústrias americanas uma série de medidas para diminuir a emissão de
poluentes no meio ambiente do país. Os opositores classificaram a posição
dos democratas de equivocada por aumentar os custos das empresas num momento
em que as indústrias passam por uma grave crise econômica e financeira.
Apesar da
turbulência, Barack Obama se reuniu com parlamentares dos dois partidos e
com assessores da Casa Branca para comecar as negociações para alinhavar um
projeto de lei que possa resolver de vez a questão imigratória nos EUA. Teve,
entretanto, o cuidado de não fixar uma data para evitar que fosse criado um
clima de contenda e rivalidade entre os grupos favoráveis e contrários aos
imigrantes.
Na mesma
quinta-feira, 25 de junho, em que se discutia o projeto de lei da imigração,
duas notícias trouxeram tristeza ao show business americano: de manhã,
confirmou-se a esperada morte de Farrah Fawcett, que há oito anos lutava
contra um câncer colo-retal. Uma das mulheres mais lindas de seu tempo fez
questão de gravar um documentário narrando as agruras pela qual passou uma
das protagonistas da série de TV, As Panteras.
O choque maior,
porém, ficou reservado para a tarde da quinta-feira, com a surpreendente
notícia da morte do rei do pop, Michael Jackson, aos 50 anos de idade. O
astro, que tentava reavivar sua carreira com uma mega turnê, com início no
próximo mês, teve uma parada cardiopulmonar, foi levado para um hospital de
Los Angeles, mas não resistiu.
Restou aos fãs
comprar freneticamente os albuns do ídolo que partiu, tanto que na lista dos
discos mais vendidos da semana dez pertencem ao astro. Os mais saudosos
podem ouvir “ Billie Jean” e recordar os bons momentos deixados pelo ídolo,
porque ele sempre estará vivo no coração dos seus admiradores.
*Publicado originalmente no site
www.diretodaredacao.com
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