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Todos se beneficiam com os imigrantes – Parte Final

Suzanne Hoeksema

O Índice sobre Desenvolvimento Humano destaca que os ganhos dos imigrantes, em geral, são compartilhados com seus familiares e comunidades em seus lugares de origem. “Em muitos casos, é na forma de dinheiro (remessas), mas as famílias dos migrantes também se beneficiam de outras formas”, diz a pesquisa. As chamadas “remessas sociais” são benefícios indiretos que recebem os familiares e suas comunidades, como uma alta taxa de matrícula escolar e melhoria no status das mulheres.

A lista de 183 países segundo seu IDH publicado ontem pelo Pnud é semelhante à do ano passado. No topo estão Noruega, Austrália e Islândia, enquanto nos últimos postos ficam Serra leoa, Afeganistão e Níger. Mas, a informação na qual este estudo se baseou não contempla os efeitos da crise financeira mundial.

O Informe sobre Desenvolvimento Humano 2009 propõe um “pacote central” de reformas que busca converter a mobilidade de pessoas em uma parte integral das estratégias nacionais de desenvolvimento, contemplando uma liberalização e simplificação dos canais legais tanto das migrações internas como das internacionais para permitir que mais pessoas pouco qualificadas possam buscar trabalho em lugares melhores. Já foram flexibilizadas regulamentações na Nova Zelândia e no Canadá, onde demonstraram ter êxito vários programas temporários de beneficio a imigrantes para o setor agrícola.

Os altos e, em geral, desproporcionais custos administrativos associados às migrações podem estimular a passagem ilegal pelas fronteiras e o tráfico humano, que supõem uma ameaça particular para a segurança de mulheres e crianças. Estes custos - diz o informe - devem ser reduzidos e ao mesmo tempo é preciso melhorar os benefícios para os imigrantes em seus lugares de destino. A violação dos direitos dos migrantes, bem como seu limitado acesso a serviços de saúde e a propagada discriminação, continuam sendo um problema em muitas nações de destino, e devem ser encarados de forma mais séria por governos, grupos da sociedade civil e sindicatos, diz o informe.

O Pnud alerta também que os migrantes enfrentam particulares desafios no atual clima econômico. Assim como as economias tendem a convidar imigrantes em tempos de escassez de mão-de-obra, optam pro despedi-los primeiro em caso de recessão. Isto ocorreu durante a atual crise principalmente nos Estados Unidos, na Rússia e Alemanha. Por exemplo, em países como Estados Unidos ou Tailândia, imigrantes podem facilmente encontrar empregos temporários, mas carecem de serviços básicos e estão sempre sob risco de deportação.

Por outro lado, o Pnud reconhece a controvérsia sobre o mal-estar que os imigrantes podem causar entre os trabalhadores locais, ao ocuparem muitas vagas, e os medos que geram nos países de destino, como temor da delinquência e de uma perda da identidade cultural. Outros problemas são a “fuga de cérebros” nas nações de origem dos imigrantes e a falta de determinação destes em solucionar dificuldades internas que geram o fluxo migratório.

Entretanto, Klugman, disse aos jornalistas na semana passada que a pesquisa concluiu que “estas preocupações eram, em geral, exageradas pelos políticos”. Grande parte da evidência sugere que “os efeitos negativos são geralmente pequenos e poderiam, em alguns contextos, estar totalmente ausentes”, afirmou.


Colaborações para esta coluna pelo e-mail redacao@acheiusa.com


 

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