|
Morre brasileira vítima
de acidente na I-95
A brasileira Cláudia Ávila faleceu no último dia 26 de março, após ter
ficado mais de um mês em coma no Hospital Manor Care Health Services, em
Boca Raton. A gaúcha de 43 anos de idade foi vítima de um insólito acidente
ocorrido na Interstate 95, no dia 17 de fevereiro. Ela viajava ao lado do
seu noivo Paulo Velloso, 38 anos, no carro do casal, quando uma placa de
metal pesando 16 quilos atingiu o veículo, ferindo-a gravemente.
Velloso, que escapou ileso do acidente, conseguiu controlar o carro e, com a
ajuda de outras pessoas, transportou Cláudia para o hospital. Ele contou que
vinha na pista sul da I-95, na altura de Delray Beach, quando a chapa de
metal escapou da traseira de um caminhão e atingiu sua noiva.
Cláudia tinha duas filhas do primeiro casamento – Fernanda (25 anos) e
Renata (22 anos) – que vivem na Flórida e o filho Cícero (23 anos), que vive
no Brasil, e viajou para os Estados Unidos há três semanas, quando soube do
ocorrido. Afinal, ele não via a mãe há três anos. Seu corpo será cremado e
as cinzas levadas para Porto Alegre, onde moram seus familiares.
O escritório de advocacia Wites, Kapetan & Friedland foi contratado pela
família de Cláudia para apurar quem é responsável por sua morte. Segundo o
advogado Alex N. Kapetan Jr., “estamos muito próximos de saber quem são os
responsáveis por esta negligência”. Para isto, o escritório destacou dois
advogados e dois investigadores que estão fazendo todo o levantamento
necessário para determinar como a placa de metal atingiu o veículo do casal.
Apesar de já terem identificado algumas testemunhas e reconstituído o
cenário que provocou o acidente, o advogado e sua equipe preferem estar 100%
corretos sobre quem foram os causadores do acidente. “Alguém é responsável,
não há dúvida. E estas pessoas terão de arcar com as conseqüências”,
garantiu Kapetan. Há diferentes companhias que usam caminhões para
transportar este tipo de chapa de metal, explicou. Eles, pelo menos, já
sabem que a empresa tem um depósito em Miami. Porém, ainda não têm a
confirmação se o escritório principal fica em Miami ou em outra cidade.
O fato é que os advogados enfatizarão a negligência da empresa que não tomou
as devidas providências para circular com segurança pelas rodovias
movimentadas do Sul da Flórida. “Cláudia foi vítima desta negligência, é um
fato. E sua família precisa ser recompensada, porque ela era uma pessoa
jovem, que estava trabalhando, e agora eles estão sofrendo a dor emocional
da perda e a financeira também, por não poderem mais contar com seus
salários”, avaliou Kapetan.
O advogado confirmou que os beneficiários do processo legal que a família
está movendo são os três filhos de Cláudia. Paulo Velloso, por não ser
legalmente casado, não tem direito a nenhum tipo de benefício. Na verdade,
ele também está movendo outro processo contra a companhia responsável pelo
acidente, por perdas e danos e dor emocional.
Kapetan admitiu que não tem idéia de quanto tempo demorará para o processo
ser julgado nem mesmo quanto pode render financeiramente: “Isto pode levar
seis meses ou seis anos, ninguém sabe. Mas estamos convictos de que os
responsáveis terão de pagar por esta negligência”. O escritório de advocacia
é que vem arcando com todos os custos do processo.
|