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legais@acheiusa.com e confira a resposta nesta coluna.
PERGUNTAS DOS LEITORES
Meu nome é Jonilce Prestes, sou casada com Rogerio Prestes e temos um
filho que completou 11 anos, Ubiratan Neto. Por quase três anos,
estivemos morando nos EUA e, em maio de 2003, assim que meu filho saiu
de férias, eu e ele viemos para o Brasil.
Quando estávamos para voltar em julho, meu marido que havia ficado aí
sofreu um acidente e quebrou o tornozelo. Também teve que vir ao Brasil
para fazer a cirurgia aqui, pois eu não trabalhava e ele teria de ficar
alguns meses se recuperando da cirurgia. Quatro meses depois decidimos
voltar, mas infelizmente ao fazer a imigração, o primeiro oficial que
nos atendeu não quis nos dar nenhuma chance.
Na troca de horário de oficiais, este que entrou nos deu uma chance para
pedirmos asilo político. Depois de termos assinados todos os papéis,
fomos com um oficial levar meu marido para a detenção - um lugar
horrível e assustador. Ficamos muito triste com isso e meu filho chorou
muito. Depois eu e ele fomos levados para um hotel. No hotel, meu filho
não parava de chorar, pois não entendia o motivo de seu papai ter de
ficar naquele lugar, pois se considerava um americano e estava
decepcionado com o tratamento deles. E eu com medo que ele viesse a ter
problemas psicológicos mais tarde.
Quando os oficiais vieram nos buscar, acredito que fosse para nossa
primeira entrevista, então em meio àquela tensão nervosa em que estava,
precipitadamente pedi que nos mandassem de volta para nosso país, pois
aquilo estava sendo humilhante para nós; as roupas que tivemos de
vestir, usar braceletes, parecíamos criminosos, meu marido estava com o
tornozelo inchado por causa da viagem e ter de ficar um bom tempo em pé.
Ele não queria voltar, mas, por insistência minha, acabou cedendo.
Hoje, estamos sofrendo as conseqüências, pois desde que fomos deportados
não somos mais aquela família feliz da época em que vivíamos aí. Meu
filho que foi alfabetizado aí, está tendo grandes dificuldades na escola
daqui, tentando aprender o português e desaprendendo o inglês, a
cabecinha dele está muito confusa, e o pior é que fica sempre doente de
vontade de comer as comidas e lanches daí, às quais estava acostumado.
Ele emagreceu muito desde que voltamos, e devido à má alimentação está
tendo umas alergias horríveis que não sabemos mais o que fazer. Além
disso, nos pede todos os dias para voltar para a casa na América. A
situação é muito delicada, pois ele é apenas uma criança.
E, para completar, a violência aqui está ficando cada vez pior, não
temos mais segurança nem para sair com nossas familias, muitos já estão
se mudando para o interior, onde se tem menos violência. Gostaria de
saber se o sr. nos pode ajudar a voltar, e se temos como recorrer. Caso
haja solução, gostaria também de saber qual será o custo total do
processo, para que possamos começar a providenciar a forma de pagamento.
Por favor, mande-nos uma resposta, positiva ou negativa. Nosso visto foi
cancelado mediante o artigo ou seção 212a 7 A i I e ficamos impedidos de
voltar por cinco anos.
Cordialmente Jonilce Prestes
Cara leitora:
Infelizmente nenhum advogado tem o poder de trazer nenhuma pessoa para
este país. O que pode ser feito é ver se sua família se encaixa em
alguma lei de imigração e através desta lei trazer vocês de volta. A
segunda opção é tentar um visto, alternativas que todos tentam. Sua
deportação foi voluntária ou involuntária? Teríamos de saber esta
resposta para melhor avaliar seu caso.
Obrigada
Carteira internacional
Eu tenho uma carteira de motorista internacional e me sinto
desprotegido porque muitos policiais não aceitam esse tipo de carteira.
Eu estudo e trabalho e dirigir é uma necessidade. Estou completamente
ilegal no país, moro no estado de Massachussets e gostaria de saber se
tem algum meio legal para eu conseguir uma carteira do estado?
Ouvi dizer que tem uma lei de legalização para entrar em vigor no dia 28
de março. Gostaria de saber se é garantido, e quais os procedimentos
para abrir o meu processo de legalização?
Obrigado!
Renato
Caro leitor:
Infelizmente, de acordo com a lei, você não deve estar dirigindo, pois a
carteira internacional não é válida, a não ser que você seja um turista
no país. Com relação à nova lei de imigração que entrará em vigor, está
sendo chamada de “Perm”. Esta lei dá direito apenas a pessoas que tenham
um sponsor (empregador) e que esteja com sua I-94 em dia. Sabemos que é
um pouco difícil para a maioria da população, mas é a única lei no
momento.
Advogado entrevistado:
Lesli Frank (Total Help 954-914-0000)
Total Help em novo
endereço
A Total Help inaugura nova sede neste mês de fevereiro. A empresa de
assessoria jurídica ao imigrante está agora no Palm Plaza, em Deerfield
Beach, mais exatamente na 816 SE 9th Street. Regiane Ciccone e sua
equipe já estão atendendo em novo endereço, por sinal, em sede própria.