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'Projeto Minuteman'
visa deter imigrantes ilegais
Já não bastassem os próprios agentes de
imigração, alguns ativistas anti-imigrantes formaram o "Projeto Minuteman",
uma espécie de patrulha de cidadãos, cujo objetivo é localizar imigrantes
que tentam entrar nos Estados Unidos ilegalmente cruzando a fronteira que
separa o país do México.
Composto por cerca de 400 voluntários, o "Projeto Minuteman" teve um
entusiástico apoio de Tom Tancredo, congressista do Colorado, que se
caracteriza pela duras críticas à política de imigração americana.
Tancredo contestou que os ativistas estejam tomando a lei em suas mãos. Na
verdade, diz, o que eles estão fazendo é mandar uma mensagem para que o
governo cumpra a lei. “Isto não é uma idéia radical, um comportamento de
vigilantes. É um conceito americano”, filosofou.
Do lado mexicano da fronteira, patrulhas de soldados estavam tentando
dissuadir imigrantes de cruzar as áreas a leste de Tucson, no Arizona, onde
os ativistas planejam patrulhar.
Do lado americano, a Patrulha de Fronteira não quer a ajuda dos ativistas:
“Nós não apoiamos isto”, diz Andrea Zortman, porta-voz do órgão policial:
“Sentimos que eles serão mais um estorvo do que uma ajuda para nós”.
Nada disto diminuiu o entusiasmo dos participantes, alguns de lugares
distante como Flórida e Nova York, que foram para a cidade fronteiriça de
Tombstone.
Durante o mês de abril, eles fixam postos de vigilância e fazem
patrulhamento com veículos. Os organizadores dizem que muitos estarão
armados. Eles têm instruções estritas para não deter ou ferir imigrantes,
apenas notificá-los para a Patrulha de Fronteira.
Novos "pais da pátria" ? - Numa série de ações para marcar o início
do Projeto Minuteman, os discursos lembravam eventos patrióticos como Boston
Tea Party e citaram Thomas Jefferson. Alguns participantes deram os nomes de
John Hancock e Samuel Adams (heróis da Indepência americana) aos repórteres.
“Estamos escrevendo cartas; estamos ligando e aparecendo nas reuniões. Não
funciona. O que estamos fazendo em abril é o bom e velho ativismo”, disse
Chris Sim-cox, um dos co-fundadores do evento.
Os críticos advertem que os líderes terão dificuldades em controlar as ações
de mais de mil participantes – número que, espera-se, integre o "Projeto
Minuteman". Embora os organizadores digam estar evitando o ingresso de
membros de grupos de ódios raciais, o projeto foi destacado no website da
Aryan Nations. Grupos de direitos humanos dizem também que uma organização
neonazista, National Alliance, tem distribuído folhetos na cidade
fronteiriça de Douglas, no Arizona, em apoio à patrulha.
Alguns patrulheiros usavam roupas de camuflagem, enquanto os oposicionistas
batiam panelas e exibiam faixas denunciando o evento como racista. “Temos a
Patrulha de Fronteira. Temos o FBI. Não precisamos destes malucos de todo o
país vindo para cá”, protestou Robin Fiestad, morador de Tombstone.
Os organizadores, porém, caracterizaram as patrulhas como uma forma de
protesto político. Eles afirmaram que a única intenção é chamar a atenção
para a a porosidade da fronteira sul do país. E muitos participantes
disseram que a migração ilícita esatá transformando cidades em todo o país.
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