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“Estou grávida!” E
agora?
A experiência de dar
à luz por si só é fascinante e ao mesmo tempo preocupante para qualquer
mulher. Durante nove meses elas se vêem às voltas com enjôos, limitações e
outros incômodos decorrentes da situação peculiar de estar carregando no
ventre uma nova vida.
Se a gravidez já é motivo de cuidados, a coisa torna-se mais sensível quando
a grávida vive em outro país, sem o apoio dos familiares e tendo de
trabalhar para ajudar no sustento de casa, porque aqui nos Estados Unidos a
pessoa só recebe salário se estiver trabalhando. Para a mulher imigrante não
tem como recorrer à licença-maternidade.
Entretanto, os EUA também dispõem de uma série de alternativas para ajudar
as mulheres grávidas, independente do país de origem, do status legal e da
etnia. São programas para auxiliar as mulheres de maneira a proteger a
gravidez, realizando um bom pré-natal e dando assistência às mães e às
crianças após os partos.
A médica brasileira Clarissa Oliveira Harris, que dará uma palestra dia 25
de maio no North Broward Medical Center (ver informações completas em
Agenda, página 81), explica que os hospitais estão sempre abertos para
atender as pessoas que procuram o plantão de emergência. “Em caso de
emergência, deve-se procurar qualquer hospital. Lá, serão feitos exames e
radiografias, se necessários. No caso do North Broward Medical Center, há
até mesmo uma clínica onde é possível fazer tratamento grátis. Mesmo no caso
dos exames e radiografias pode-se facilitar o pagamento, parcelando a
dívida”, explica a doutora.
Clarissa, que também clinica nos hospitais Holy Cross e Imperial Point e
atende no consultório Durst Family Medicine, entende perfeitamente a
situação das mulheres, porque, além de clínica geral, ela é ginecologista,
com experiência de dez anos nos EUA, tendo feito residência na Pensilvânia e
pesquisa de córnea na Califórnia. Ela formou-se na Emescan, do Espírito
Santo, e fez especialização em oftalmologia na Santa Casa de Belo Horizonte.
Grávidas brasileiras – Uma opção para a dra. Clarissa Harris talvez
seja ginecologia e obstetrícia, porque cada vez mais as brasileiras estão
engravidando aqui, ajudando no crescimento demográfico americano.
Zuleika Michelle Silveira, natural de Picos (PI), que vive há seis anos na
Flórida, já tem bastante conhecimento do sistema médico floridiano. Afinal,
ela tem uma menina de dois anos e um menino de dois meses. Por isto, ela
sabe o “caminho das pedras”. Para conseguir o atendimento, Zuleika solicitou
o Medicare. No entanto, em razão de seu status legal, o Medicare atende
apenas durante dois a três meses. Depois, eles cortam a pessoa do programa.
“Mas, como moro em West Palm Beach, solicitei o Insurance Health Care do
condado de Palm Beach e fui aprovada para o programa. Só precisei apresentar
documentos comprovando que vivo no condado e a renda familiar para ser
admitida”, explicou a piauiense.
A partir daí, eles designam uma assistente social que faz o acompanhamento
pré-natal, entrando em contato com a gestante todos os meses. Depois do
parto, eles enviam uma enfermeira para ajudar a mulher que acabou de dar a
luz. Além disso, a parturiente tem clínica à disposição, onde tem acesso a
médicos, remédios, cursos e até mesmo fórmulas e alimentos na fase de
amamentação e fornecem leite, queijos, ovos e grãos para as crianças até os
sete anos de idade.
Baiana de Salvador, Adriana Farias Nunes, de 32 anos, mora há quatro anos na
Flórida e acabou de receber a notícia de que será mãe de uma menina. Ela
está seguindo os passos de Zuleika, uma vez que mora em Riviera Beach, no
condado de Palm Beach. Ela está sendo atendida pelo Medicare, mas já está
preenchendo a papelada a fim de pedir sua inscrição no Insurance Health
Care, de modo a garantir assistência completa até o final da gravidez.
Adriana diz que procurou uma assistente social, que a orientou sobre como
proceder para preencher todos os formulários.
Tanto Zuleika como Adriana estão sendo atendidas em inglês, mas há opção de
atendimento em espanhol. O melhor de tudo é que não há custo para as
famílias de baixa renda, desde que comprovem a veracidade dos dados. Quem
quiser obter mais informações sobre os programas, deve procurar as clínicas
do condado, ligar para (561) 804-9441 ou entrar no website
www.doh.state.fl.us.
Mulheres que estão usando seguros saúde - A paulista de Bauru,
Luciani Passos de Barros, de 29 anos, foi outra que acabou de ser mãe de um
menino. Ela que teve seu primeiro filho e vive há cinco anos na Flórida,
mora em Royal Palm Beach, também no condado de Palm Beach. Luciani recorreu
ao Vista Health, um plano particular para cobrir os custos de seu parto, que
acabou tornando-se mais caro pela necessidade de fazer uma cesariana, uma
vez que ela não conseguia ter dilatação suficiente. De modo geral, Luciani
aprovou a experiência: “Fui super bem tratada e conto até mesmo com um
telefone de emergência, no caso de haver algum tipo de problema”.
Já a paranaense Alvânia Dall’Oglio, de 37 anos e cinco meses de Miami, está
usando seu plano de saúde do Brasil durante sua gravidez aqui. Mesmo com a
experiência de ser mãe de um casal de adolescentes, Alvânia tem aprovado o
tratamento recebido. Seu médico é chileno e vem mostrando-se bastante
atencioso. O detalhe, porém, é que todo o tratamento deve estar totalmente
pago até a 27ª semana de gravidez. E o parto está previsto para o final de
setembro, no Mount Sinai Hospital, em Miami Beach.
São vários os caminhos que podem levar a uma gravidez e a um parto seguros.
O segredo é a família preparar-se com antecedência para se programar sem
atropelos. Assim, nem a mãe passará por stress nem o bebê nascerá sem a
devida assistência.
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Luciani Passos de Barros
Seguro Saúde |
Adriana Faria Nunes
Medicare |
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Zuleika Michelle Silveira
Medicare |
Alvânia DallÓglio
Seguro Saúde |
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Dra. Clarissa Oliveira Harris,
médica brasileira que trabalha no North Broward Medical Center e nos
hospitais Holy Cross e Imperial Point, em Broward, além de atender em
uma clínica particular em
Pompano Beach.
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