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Governadores
brasileiros na Fispal Latino em Miami
Governadores da Bahia, Sergipe, Mato
Grosso do Sul, Amapá e os vice-governadores de Pernambuco e Alagoas vieram à
Flórida para divulgar as potencialidades de seus estados para os
investidores americanos e latinos.
O evento, promovido pelos mesmos organizadores da Fispal de São Paulo,
considerada a maior feira de alimentos e equipamentos para a indústria
alimentícia da América Latina, foi realizado entre os dias 4 e 6 de maio no
Miami Beach Convention Center. Ricardo Santos Neto, presidente da Fispal,
formulou o convite aos governadores para prestigiar a primeira Fispal Latino
realizada nos Estados Unidos.
Na abertura do evento, houve um almoço oferecido pelo vice-governador de
Pernambuco, José Mendonça Filho, e pelo governador de Sergipe, João Alves
Filho. Em suas apresentações, eles destacaram as potencialidades de seus
estados para futuros investimentos.
Todos os governadores demonstraram as viabilidades para os grupos
estrangeiros investirem em seus estados. Isto foi feito com
profissionalismo, que incluiu apresentação de vídeos e distribuição de
material impresso em inglês, espanhol e português.
Uma publicação produzida pela Agência de Desenvolvimento Econômico de
Pernambuco revela como o estado está capacitado para receber indústrias.
Aliás, já vem fazendo isto com eficiência, tendo captado R$ 7 bilhões em
investimentos. O investimento realizado em obras de infra-estrutura foi de
R$ 1,3 bilhão nos últimos cinco anos, dotando o Complexo Portuário do Suape
de condições para ser escoadouro da produção da região nordeste. Com vocação
para os setores de serviço e industrial, Pernambuco vem destacando-se como
pólo de tecnologia, moda e de bebidas (reunindo empresas de aguardentes,
cervejas e vinhos – hoje é um grande produtor de vinhos nacionais de
qualidade), além do turismo.
O turismo também é uma das principais fontes de renda de Sergipe, com suas
belas praias e mangues, rotas de aventura e belezas naturais. O menor estado
da federação não economiza em alternativas turísticas e ainda tem pólo da
Petrobras entre outros complexos industriais. Segundo o governador João
Alves, o estado está de braços abertos para receber os investidores,
principalmente nas fazendas de criação de camarões.
Você
já foi à Bahia? – No dia 5 de maio, pela manhã, foi a vez do governador da
Bahia, Paulo Ganem Souto, mostrar o que é que a Bahia tem para os
investidores. O quinto maior estado do país é atualmente a sexta economia do
país. O estado é um dos maiores celeiros agrícolas do país, além de contar
com uma forte indústria mineradora e de transformação. O destaque fica por
conta do Pólo Petroquímico de Camaçari, o maior da América Latina.
Souto revelou que, a exemplo de
Pernambuco, a Bahia já vem produzindo vinhos de qualidade, oriundos de uvas
varietais plantadas no Vale do Rio São Francisco. O governador adiantou,
ainda, que está começando um processo de produção de flores para alimentar o
mercado de exportação. E, claro, o turismo também é uma grande fonte de
receita para o estado, sobretudo depois dos investimentos feitos por grandes
grupos hoteleiros internacionais na Costa do Sauípe. E mais projetos estão a
caminho, segundo ele. Para facilitar o acesso dos americanos à Bahia, Souto
enfatizou o vôo Miami-Salvador da TAM, todos os domingos.
Saindo do nordeste e indo para o centro-oeste, chegou a vez de Mato Grosso
do Sul, com o governador José Orcírio Miranda, o Zeca do PT, destacando ser
seu estado o maior criador de gado do país. O estado produz também soja,
milho e outros grãos, além de ser bem forte em mineração e ter no Pantanal
sua principal fonte turística.
No entanto, o que Zeca do PT fez questão de salientar é a privilegiada
localização geográfica do estado. Mato Grosso do Sul situa-se bem no meio
dos oceanos Atlântico e Pacífico. Dessa maneira, através de hidrovias (rios
Paraná e Paraguai), ferrovias e rodovias criou-se uma rede de acessos que
liga os dois oceanos, facilitando o escoamento da produção agrícola,
industrial e mineral pelos portos chilenos de Arica, Iquique e Antofogasta,
reduzindo em 15 dias o transporte entre o Brasil e o mercado asiático.
À tarde, foi a vez do governador do Amapá, Antonio Waldez Góes da Silva,
mostrar seu estado aos investidores estrangeiros. Encravado na selva
amazônica, o Amapá é o ponto mais extremo do Brasil, no Oiapoque, e faz
divisa com a Guiana Francesa. Produção de frutas tropicais, madeira e
mineração são os motores econômicos do estado. Waldez indicou que um dos
setores onde o Amapá é forte e pode atrai investimentos é o de pesca
industrial: o estado tem a maior plataforma continental do Brasil, banhado
pelo Oceano Atlântico e pelo Rio Amazonas. Claro que isto também abre
possibilidades para o turismo ecológico, que pode ser explorado de uma
maneira mais profissional.
Para finalizar, Luiz Abílio de Souza Neto, vice-governador de Alagoas,
discorreu sobre as potencialidades de seu estado, recuperado depois de uma
sucessão de más administrações que devastaram as finanças estaduais. O
segundo menor estado da federação oferece oportunidades para investimentos
no setor químico, na piscicultura, no agronegócios e, claro, no turismo,
pois a Alagoas possui belas praias – consideradas das mais bonitas do país.
Souza Neto revelou que alguns grupos hoteleiros estrangeiros farão
investimentos significativos no estado para montar um complexo de hotelaria,
nos moldes daquele construído no litoral baiano, o Costa do Sauípe.
Pelo que foi mostrado durante as apresentações, o Brasil é uma terra cheia
de opções para investimentos. Não é à toa que vem sendo apontado como uma
das potências do futuro. Precisa apenas capitalizar as oportunidades. Os
governadores estão tentando fazer o caminho inverso das empresas que
participaram da Fispal Latino. Enquanto elas querem colocar seus produtos no
mercado americano, os governadores desejam que os investimentos americanos
sigam para seus estados.
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