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Consulado pode ajudar
empresários brasileiros
Comércio
é a mola mestra do mundo. Através da importação e exportação de bens e
serviços as nações constróem suas riquezas. Isto não é diferente entre
Brasil e Estados Unidos, duas nações amigas que vem incrementando o comércio
de maneira responsável e proveitosa.
Pelo menos, é o que se depreende da palestra do secretário de Setor de
Promoção Comercial do Consulado Geral do Brasil em Miami, Rafael Vidal, no
almoço promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida
(BACCF), realizado no Gaucho’s Rodizio, em 26 de maio.
O diplomata destacou a importância do fortalecimento do Mercosul – acordo de
livre comércio entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – como bloco em
condições de negociar de igual para igual com outros blocos comerciais.
Segundo Vidal, “o Mercosul continua a crescer e, no futuro, se consolidará
ainda mais como um mercado importante para a América do Sul”. Além do mais,
frisou o diplomata, “o bloco representa a essência do governo Lula, que dá
preferência ao estreitamento de relações com os países vizinhos”.
Para os mais céticos, vale destacar que o Mercosul – já reconhecido
pela Organização Mundial do Comércio - foi criado para nunca terminar.
“Principalmente depois de todo o processo feito em que tivemos de trabalhar
em diferentes níveis para se chegar a um mercado comum”, revelou Vidal. E o
nível de interação hoje está tão grande que um argentino pode abrir negócio
no Brasil e vice-versa sem exigências adicionais, além daquelas constantes
nas legislações dos dois países.
Alca em compasso de espera – Ao mesmo tempo em que valoriza o
Mercosul, Vidal mostra-se mais precavido ao falar sobre a Alca – Área de
Livre Comércio das Américas. Ele afirmou que o Brasil não se opõe à Alca,
mas quer que sejam cumpridas certas exigências para que o acordo seja
benéfico para todos os parceiros.
Ou seja, o que dificulta o entendimento em termos continentais é o que ele
chama de “assimetria de desenvolvimento”. Não é à toa. A Alca reúne Canadá e
sobretudo os EUA – maior potência do planeta, com um PIB (Produto Interno
Bruto) de US$ 11,7 trilhões – com países que figuram entre os mais pobres do
mundo, como Haiti, Paraguai, Bolívia e Nicarágua.
Diante dessa realidade, Vidal alertou que a Alca deve ser um processo mais
lento, “passo a passo”. No caso do Brasil, especificamente, o bloco
comercial continental nem seria tão prejudicial, uma vez que o país possui
um mercado interno muito forte e sua pauta de comércio internacional é
diversificada. Os EUA, mesmo sendo um importante parceiro respondem por
apenas ¼ das importações brasileiras, ao contrário do México, por exemplo,
que é extremamente dependente do vizinho do norte.
Estrutura para ajuda aos empresários – É claro que não se pode
desprezar o potencial dos EUA, nosso maior parceiro comercial individual. E
a Flórida, particularmente, é estratégica, por ser a porta de entrada e
saída das exportações e importações entre os dois países. Por isto, o Setor
de Promoção Comercial do Consulado está aparelhado para dar toda assistência
aos empresários brasileiros que queiram exportar para cá.
Recentemente, lembrou Vidal, “demos todo apoio aos empresários brasileiros
do segmento de moda que vieram participar da Miami Fashion”.
Aliás, esta é exatamente a missão do Setor de Promoção Comercial. Vidal
comparou seu departamento como uma filial de negócios de uma empresa, cuja
sede está em Brasília. E destacou o mix de produtos brasileiros exportados,
que contêm itens com alto valor agregado como material de transporte,
metalúrgicos, químicos, equipamentos mecânicos, elétricos e eletrônicos,
petróleo e derivados, calçados e outros, além dos produtos básicos que
sempre compuseram a pauta de exportações: café, soja, açúcar, suco de
laranja, fumo, papel e celulose, madeiras e carnes.
O departamento também está pronto para auxiliar empresários americanos que
queiram investir e/ou exportar para o Brasil. Vidal fez questão de reafirmar
a amizade e o espírito de comércio que sempre uniu EUA e Brasil: “Nosso
relacionamento não depende de governos. Somos e continuaremos sendo
aliados”.
Os empresários que quiserem saber mais sobre os programas desenvolvidos para
assessorá-los a vender no exterior devem acessar o site www.braziltrade.net.
O site pode também ser útil para os brasileiros que vivem aqui e desejam
representar empresas brasileiras nos EUA.
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