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Ano 5 - Edição 109
01/junho a 15/junho
Deerfield Beach, FL USA
Cotações e Bolsas.

Consulado pode ajudar empresários brasileiros

Rafael Vidal, diplomata brasileiro que deu palestra sobre comércio Brasil-EUAComércio é a mola mestra do mundo. Através da importação e exportação de bens e serviços as nações constróem suas riquezas. Isto não é diferente entre Brasil e Estados Unidos, duas nações amigas que vem incrementando o comércio de maneira responsável e proveitosa.

Pelo menos, é o que se depreende da palestra do secretário de Setor de Promoção Comercial do Consulado Geral do Brasil em Miami, Rafael Vidal, no almoço promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos da Flórida (BACCF), realizado no Gaucho’s Rodizio, em 26 de maio.

O diplomata destacou a importância do fortalecimento do Mercosul – acordo de livre comércio entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – como bloco em condições de negociar de igual para igual com outros blocos comerciais. Segundo Vidal, “o Mercosul continua a crescer e, no futuro, se consolidará ainda mais como um mercado importante para a América do Sul”. Além do mais, frisou o diplomata, “o bloco representa a essência do governo Lula, que dá preferência ao estreitamento de relações com os países vizinhos”.

Para os mais céticos, vale destacar que o Mercosul – já reconhecido pela Organização Mundial do Comércio - foi criado para nunca terminar. “Principalmente depois de todo o processo feito em que tivemos de trabalhar em diferentes níveis para se chegar a um mercado comum”, revelou Vidal. E o nível de interação hoje está tão grande que um argentino pode abrir negócio no Brasil e vice-versa sem exigências adicionais, além daquelas constantes nas legislações dos dois países.

Alca em compasso de espera – Ao mesmo tempo em que valoriza o Mercosul, Vidal mostra-se mais precavido ao falar sobre a Alca – Área de Livre Comércio das Américas. Ele afirmou que o Brasil não se opõe à Alca, mas quer que sejam cumpridas certas exigências para que o acordo seja benéfico para todos os parceiros.

Ou seja, o que dificulta o entendimento em termos continentais é o que ele chama de “assimetria de desenvolvimento”. Não é à toa. A Alca reúne Canadá e sobretudo os EUA – maior potência do planeta, com um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 11,7 trilhões – com países que figuram entre os mais pobres do mundo, como Haiti, Paraguai, Bolívia e Nicarágua.

Diante dessa realidade, Vidal alertou que a Alca deve ser um processo mais lento, “passo a passo”. No caso do Brasil, especificamente, o bloco comercial continental nem seria tão prejudicial, uma vez que o país possui um mercado interno muito forte e sua pauta de comércio internacional é diversificada. Os EUA, mesmo sendo um importante parceiro respondem por apenas ¼ das importações brasileiras, ao contrário do México, por exemplo, que é extremamente dependente do vizinho do norte.

Estrutura para ajuda aos empresários – É claro que não se pode desprezar o potencial dos EUA, nosso maior parceiro comercial individual. E a Flórida, particularmente, é estratégica, por ser a porta de entrada e saída das exportações e importações entre os dois países. Por isto, o Setor de Promoção Comercial do Consulado está aparelhado para dar toda assistência aos empresários brasileiros que queiram exportar para cá.

Recentemente, lembrou Vidal, “demos todo apoio aos empresários brasileiros do segmento de moda que vieram participar da Miami Fashion”.

Aliás, esta é exatamente a missão do Setor de Promoção Comercial. Vidal comparou seu departamento como uma filial de negócios de uma empresa, cuja sede está em Brasília. E destacou o mix de produtos brasileiros exportados, que contêm itens com alto valor agregado como material de transporte, metalúrgicos, químicos, equipamentos mecânicos, elétricos e eletrônicos, petróleo e derivados, calçados e outros, além dos produtos básicos que sempre compuseram a pauta de exportações: café, soja, açúcar, suco de laranja, fumo, papel e celulose, madeiras e carnes.

O departamento também está pronto para auxiliar empresários americanos que queiram investir e/ou exportar para o Brasil. Vidal fez questão de reafirmar a amizade e o espírito de comércio que sempre uniu EUA e Brasil: “Nosso relacionamento não depende de governos. Somos e continuaremos sendo aliados”.

Os empresários que quiserem saber mais sobre os programas desenvolvidos para assessorá-los a vender no exterior devem acessar o site www.braziltrade.net. O site pode também ser útil para os brasileiros que vivem aqui e desejam representar empresas brasileiras nos EUA.

 


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