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Ano 5 - Edição 110
14/junho a 28/junho
Deerfield Beach, FL USA
Cotações e Bolsas.

Sessão AcheiUSA de cinema prestigiada

“Messalina” e “Bens Confiscados” foram os filmes
escolhidos para exibição na Sessão AcheiUSA de Cinema,
mostrada no domingo, 12 de junho, às 8 horas da noite


Betty Faria foi a estrela da noite de domingo no Jackie Gleason Theater.
Simpática, atendia os fãs, tirava fotos com sorriso no rosto e até concedia rápidas entrevistas. Nada mais natural. Betty era a principal protagonista e co-produtora (juntamente com Sara Silveira) de “Bens Confiscados” – o filme selecionado pela Inffinito Foundation, produtora do 9º Festival do Cinema Brasileiro, para homenagear o AcheiUSA, o jornal escolhido para ser a mídia oficial do evento junto à comunidade brasileira nos Estados Unidos.

E o AcheiUSA prometeu e cumpriu. Graças à promoção em que deu credenciais do Festival a seus leitores e anunciantes, o jornal ajudou a trazer um bom público no segundo dia da mostra. Os convidados foram brindados com filmes interessantes. O curta metragem “Messalina”, dirigido por Cristiane de Oliveira, ambientado em Porto Alegre (RS), retrata a descoberta do erotismo por parte de uma moça cega.

O curta não poderia ser mais oportuno, pois ela entra em contato com o rapaz através de um telefonema atendido por engano. Ao atender um telefone público numa rua da capital gaúcha, a personagem principal descobre que, do outro lado da linha, está um homem que ligou para aquele número em resposta a um classificado erótico, no qual a mulher identificava-se como “espanhola”.

Em vez de esclarecer o engano, a personagem assume a identidade da outra e se entrega a um jogo de sedução e erotismo – inclusive pesquisando literatura erótica em braille -, com direito a pesquisas em lojas de artigos sexy. É o desabrochar do prazer sexual através dos outros sentidos, uma vez que ela era desprovida da visão.

“Bens Confiscados” – Foi mesmo uma noite consagrada ao Rio Grande do Sul. O filme, dirigido por Carlos Reichenbach, é uma crítica social à corrupção política e mostra uma improvável amizade entre uma ex-amante de um senador da República e seu filho bastardo, que ficou órfão depois de sua mãe ter-se suicidado ao descobrir que o político fora descoberto.
A aproximação, forçada por um acólito do senador, dos dois personagens mostra uma amizade surgida da cumplicidade de duas pessoas ao mesmo tempo vítimas e objetos de amor do político corrupto.

Para esconder o menino da imprensa, eles são levados para uma praia no litoral do Rio Grande do Sul e ficam aos cuidados de um casal estranho: um gaúcho machista, violento e venal e uma frágil menina subjugada aos desmandos do marido.

O filme, que teve apenas o pecado de se estender além do desejado, mostra como as vidas das pessoas podem ser manipuladas por poderosos, que têm como parâmetros somente os bens materiais. Assim, mesmo com seus bens no Brasil “confiscados”, o corrupto foge para um país da América Central, com a maior parte do dinheiro protegido em um paraíso fiscal. Na ficção como na vida real, o corrupto não é preso.

Veterana do Festival do Cinema Brasileiro – o qual prestigiou também no ano passado -, Betty admitiu que ainda é cedo para comparar os resultados: “Acabei de chegar, mas posso garantir que gostava bastante do outro lugar”, disse, referindo-se ao Lincoln Theater, localizado na Lincoln Road.

Nota no JB – Para mostrar que seu prestígio artístico continua em alta, saiu uma nota na coluna Gente, no Jornal do Brasil, sob o título “Estrela de cinema”. A seguir, reproduzimos a nota publicada por Heloísa Tolipan:
“Eterna musa do cinema nacional, Betty Faria chegou lindíssima ao Jackie Gleason Theater, em Miami Beach, para a abertura do Festival do Cinema Brasileiro de Miami, anteontem(11/06). Vestindo um conjunto branco criado por Rogério Figueiredo, a artista acabara de desembarcar do Brasil – um pouco gripada -, mas contente com o telefonema que recebeu do diretor Carlos Reichenbach, informando que o longa Bens Confiscados foi premiado no Festival do Cinema do Ceará como o melhor nas categorias Diretor, Atriz (Betty) e Ator (Renan Gioelli). ‘Fiquei feliz com o telefonema do Carlão (Reichenbach)’, disse Betty, que é protagonista e co-produtora do longa.”

Só falta agora o filme faturar um dos prêmios no Festival do Cinema Brasileiro em Miami. Se isto ocorrer, provavelmente Betty voltará em 2006 – por sinal, ano em que o Festival comemorará seu décimo aniversário.


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