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Brausa convoca
brasileiros a unir-se
A
união faz a força. Este ditado resume com propriedade a proposta da Brausa –
The Brazilian Association of USA, organização lançada oficialmente em 21 de
abril deste ano, que promoveu um jantar, no dia 7 de junho, para captar
novos membros. E os planos são ambiciosos. “A Brausa pretende contar com 10
mil associados até o final deste ano. E chegar a 30 mil em 2006”, afirmou
Leidimar Lopes, presidente da entidade.
O jantar, realizado no Chateau De Ville, em Lighthouse Point, serviu para
congregar os brasileiros que estão interessados em fortalecer a Brausa como
lídima representante dos interesses dos brasileiros nos EUA – inicialmente
na Flórida, mas a curto prazo em todo o país. “Afinal, a própria sociedade
americana espera que nós, brasileiros, nos organizemos para reivindicar
nosso espaço e mostrar o que pretendemos nesta terra”, enfatizou Walter de
Bortolli, um dos diretores da associação, em seu discurso de abertura.
Espera-se que esta união seja tão consistente que sirva para responder, pelo
menos, a uma dúvida atroz: quantos brasileiros vivem nos EUA? E na Flórida?
Do alto de sua experiência como comerciante brasileiro há 12 anos, o
vice-presidente da Brausa, Joe Menezes, disse: “Estou cansado de ouvir que a
comunidade brasileira é desunida. Chegou a hora de acabar com este discurso
e esta visão pessimista”.
Bastante apoio – Para demonstrar que a Brausa já nasceu sob o signo
do sucesso, várias entidades solidarizaram-se com esta iniciativa.
Representantes do Centro Cultural Brasil-EUA da Flórida, da Câmara de
Comércio Brasil-EUA da Flórida, da Associação de Pastores da Flórida, da
Brazilian Mission e do grupo Vamos Falar Português estiveram presentes ao
jantar, que também contou com o apoio explícito do Consulado Geral do Brasil
em Miami, personificado na figura do ministro Luiz Felipe Mendonça, que fez
questão de destacar: “Como diplomata do consulado, a casa do povo brasileiro
na Flórida, acredito que a Brausa expressa a pujança do Brasil na região –
uma comunidade ordeira, trabalhadora e plenamente capaz de se organizar e
ser solidária”.
E Joe Menezes enfatizou que é preciso mesmo o apoio de todos os brasileiros
para que a Brausa transforme-se em porta-voz da comunidade. Não só apoio,
mas também doação voluntária de tempo para que a entidade consiga atender
todas as metas às quais se propõem: social, jurídica, comercial e política.
Voluntariado é chave – Aliás, voluntariado é a palavra chave para a
consolidação de qualquer entidade que deseja ser representante de
associações sem fins lucrativos. E isto já ocorre no seio da comunidade
brasileira, como comprovam a Câmara de Comércio Brasil-EUA e o Centro
Cultural Brasil-EUA. As duas associações funcionam graças à dedicação de
seus membros, que doam parte de seu tempo para a consecução dos objetivos:
incrementar as relações comerciais entre Brasil e EUA e divulgar a cultura
brasileira na Flórida. Ambas, por sinal, com bons resultados.
Em seu discurso, Leidimar Lopes, presidente da Brausa, contou como foram os
dez meses que antecederam a criação da associação, destacando exatamente o
aspecto voluntário dos atuais diretores, que se reuniram praticamente todas
as segundas-feiras, durante dez meses, para discutir as prioridades, redigir
os estatutos e estabelecer os parâmetros da associação que desponta como o
receptáculo da ansiedade dos brasileiros que desejam constituir uma entidade
verdadeiramente representativa.
E já vem colhendo frutos. A Brausa foi convidada a participar de um evento,
promovido pelo North Broward Medical Center, com apoio do Rotary Club.
Trata-se do Brazilian Community Festival, programado para o dia 18 de junho,
das 10 às 2 horas da tarde, no próprio North Broward Medical Center (201
East Sample Road, Deerfield Beach). O evento terá vacinação gratuita para
crianças, exames grátis de colesterol e pressão sangüínea e atividades
infantis – para viabilizar a festa da garotada, os organizadores desejam que
20 empresários brasileiros participem com uma cota de US$ 100 cada.
“Já deu certo” – Leidimar não tem medo de afirmar que a Brausa “já
deu certo”. Em sua opinião, já foi superada a fase inicial de incertezas.
“Há muitos brasileiros que vivem aqui e são completamente desinformados
sobre seus direitos e obrigações. Embora haja muitos conterrâneos vivendo
aqui, não existíamos como comunidade. Agora, há uma entidade que nos
representa. Reafirmando o que já foi mencionado por outros companheiros,
precisamos de voluntários para fortalecermos ainda mais a Brausa”, afirmou o
presidente.
Com a criação da Brausa, abre-se uma porta para que brasileiros com menos
recursos tenham acesso à saúde, à assistência jurídica, à ações sociais e a
comunidade como um todo alcance um grau de importância que consiga eleger
representantes políticos locais provenientes da própria comunidade ou mesmo
apoiar candidatos comprometidos em defender causas de nosso interesse.
Finalizando o encontro, falou o tesoureiro da entidade, Wellington de Faria:
“Mais importante do que pedir dinheiro, acho que é preciso que todos
entendam a nossa causa. Se assim for, os recursos virão naturalmente. Além
do mais, as finanças da Brausa serão um livro aberto, com a maior
transparência possível”.
Para isso, é importante frisar que muitos membros podem preencher os cargos
de conselheiros, que terão como missão fiscalizar os atos da diretoria. Se
você quiser filiar-se à Brausa, deve visitar sua sede: 571 E Sample Road,
Pompano Beach, FL, 33064, telefone (954) 784-5042, e-mail info@brausa.com.
Ou ainda visitar o website www.brausa.org ou
www.brausa.com.
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O
casal Raquel e Leidimar Lopes
(presidente da Brausa)
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Mikey Emgistrong, Luiz Mendonça, Antonio e
Ana Santos
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O
casal Sandra e Wellington Faria
(tesoureiro da Brausa) |
Diretor da Brausa, Walter de Bortolli
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| Joe
Menezes, vice-presidente da Brausa |
Maria Lúcia Morais, Isa Lage e Viviane Lage |
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