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Hospital abre as portas
aos brasileiros
Por Iara
Carnauba
O North Broward Medical Center recebeu a
comunidade brasileira, no sábado, 19 de junho, com músicas, brincadeiras,
sorteios de brindes e outras atrações para crianças e adultos. A intenção do
hospital é conquistar a confiança e fazer com que a comunidade perca o medo
de procurar assistência médica quando precisa, por temor de que seus dados
possam ser revelados à imigração e também por não falar inglês.
O North Broward Hospital District é um sistema de assistência médica
comunitária sem fins lucrativos, em português, para atender os moradores do
condado de Broward. Os pacientes passam por uma espécie de triagem, uma
consulta financeira para saber como, e se, podem utilizar os serviços e ser
beneficiados pelo sistema. Conta com mais de 30 instalações de assistência
médica distribuídas, entre outras, no Broward General Medical Center, North
Broward Medical Center, Imperial Point Medical Center, Coral Springs Medical
Center e o Chris Evert Children’s Hospital.
A apresentação do projeto “North Broward Hospital District” à comunidade
contou com a participação de alguns representantes religiosos e do comércio
brasileiro da região, com intenção de atrair e facilitar a familiarização
dos imigrantes. Todos com um propósito em comum: evitar que brasileiros
fiquem em estado de saúde grave ou, até morram, por falta de atendimento
médico.
Sigilo garantido - Aracy Gurgel, uma das organizadoras do evento,
contou emocionada as dificuldades que encontraram para realizar o projeto:
“Foram três anos de trabalho envolvendo pesquisas e desenvolvimento. O
projeto chegou a ser cancelado. Mas conseguimos reverter a situação e os
primeiros passos já foram dados. Queremos conseguir atendimento gratuito
para a comunidade”.
Aracy ressaltou que o hospital não pode fornecer qualquer informação sobre
os pacientes à imigração e que o atendimento não é diferenciado para
imigrantes: “Ao contrário do que se pensa, nós fazemos de tudo para que o
paciente seja bem atendido. Hoje, temos muitos brasileiros trabalhando aqui
no hospital e no projeto. As coisas estão mudando. Sei o que é sentir-se
sozinho e com medo num hospital”.
Para Sérgio Luís Apollo, representante da CF Solutions, colaboradora do
projeto, a comunidade brasileira conta, hoje, com diversas alternativas para
cuidar da saúde: “Este é um fato muito importante para os brasileiros. A
comunidade está erguendo-se e tornando-se ativa. Hoje, encontram-se planos
de saúde e financiamentos que, unidos a esse projeto, podem assegurar o
atendimento médico aos imigrantes”.
Joana Betim, imigrante brasileira, contou que compareceu ao evento por
curiosidade e saiu de lá com outra impressão: “Minha filha ficou doente o
ano passado e achei que fosse besteira. Demorei mais de uma semana para
levá-la ao hospital. Para minha surpresa, ela estava gravemente enferma e os
médicos disseram que ela corria risco de vida por causa da minha demora em
procurar assistência. Agora sei que não preciso ter medo. Sinto-me muito
mais segura depois de entender que o hospital não tem nada com a imigração”.
Cerca de 500 pessoas estiveram presentes ao evento que começou às 10 da
manhã e terminou às 2 da tarde. O Brazilian Voices e outros corais de
igrejas animaram o evento com repertórios brasileiros e religiosos. As
crianças divertiram-se com os palhaços, pinturas e brincadeiras. Folhetos
explicativos em português sobre como funciona o atendimento, mapas e todas
as informações necessárias foram distribuídos ao público presente.
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