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Suspeita de
irregularidade na rádio foi aventada em público há duas semanas
Por Vanuza
Ramos
Especial para o AcheiUSA
Desde que a Rádio Tupi iniciou suas atividades, surgiram dúvidas sobre a
legalidade da estação. Muitos se perguntavam como um homem simples e com
parcos recursos financeiros havia sido bem sucedido em um projeto que outros
empresários com mais know-how e poder aquisitivo haviam falhado. Tal dúvida
levava a outra indagação:
- Seria a rádio legal ou pirata?
A primeira voz a levantar a dúvida foi a do pastor Gesiel Gomes, líder da
Igreja Internacional da Graça. Ele teve a curiosidade de ligar para o FCC
para se certificar de que a rádio era legal, já que tinha um contrato de
parceria pronto para ser assinado com a rádio, conforme declarou. “Era um
investimento alto e eu não podia correr risco. A igreja tinha feito uma
proposta de parceria com a rádio, proposta essa que incluía investimento em
equipamentos para expansão da rádio”, conta.
Um dia antes de assinar o contrato o pastor Gomes ligou para o FCC. Ao pedir
informação sobre a freqüência, soube que a rádio não tinha autorização para
funcionar. Inclusive já havia, no departamento, uma denúncia contra a rádio,
a qual já estava sendo investigada. “Então, nem fui eu quem denunciou.
Alguém já tinha feito isto antes”, diz o pastor.
A história logo se espalhou no meio evangélico e os rumores eram de que a
rádio poderia ser fechada a qualquer momento.
Axt insistia: “Tenho a licença” - “Quando soube disto, liguei para o Rubens
e falei que não fecharia o contrato porque a rádio não estava legalizada.
Mas ele insistia e dizia: ‘Pastor, eu tenho os papéis aqui comigo. A rádio é
legal’”, relata Gomes. O pastor teria alertado Axt de que os papéis em seu
poder não tinham qualquer validade.
“Eu, na verdade, quero acreditar que o Rubens foi enganado. Porque ele dizia
que tinha comprado o sinal de alguém. Quero acreditar que nem o Rubens sabia
que esses documentos eram inválidos. Acho que ele foi enganado por alguém”,
diz Gomes.
As evidências, porém, deixam pouco espaço para Axt provar sua inocência.
Depois do fato, em entrevista à reportagem, ele apresentou formulários de
aplicação que teriam sido preenchidos por ele mesmo. Nesses formulários,
entretanto, não havia qualquer registro oficial do FCC, ou prova de
homologação comprovando ter sido a documentação enviada ao FCC. Não há
carimbos ou qualquer outra evidência burocrática a comprovar que o órgão
regulamentador tenha recebido essa aplicação. O FCC afirma ainda não ter
registros de pedido de licença para essa freqüência em nome da Axt Produções
e Comunicação (empresa de Axt) ou da Rádio Tupi.
Dúvidas na história - Também nessa documentação, apresentada por Axt
como uma solicitação, constava o pedido de registro de uma rádio low power,
a qual atuaria sob prefixo WAXT, na freqüência 96.9 FM.
De acordo com a regulamentação dos meios de comunicação dos Estados Unidos,
porém, uma rádio low power (ou FM translator) só poderia ser autorizada após
meses de trâmite burocrático (leia mais no
link: “Processo legal para abrir
uma rádio pode levar anos”) e ligada diretamente a uma FM full power
(comercial) ou a uma outra FM translator. Uma FM low power não tem
autorização para gerar programação própria, apenas para retransmitir
programação de uma emissora geradora de programação e também não poderia
atuar na mesma freqüência já utilizada por outra rádio. Nesse caso, já há
uma emissora low power, devidamente licenciada pelo FCC, com direito a usar
essa freqüência 96.9 na região. Pertence à Reach Comunications Inc., de
propriedade da organização Calvary Chapel, sem qualquer relação com a Rádio
Tupi News.
Colaborou Antonio
Tozzi/AcheiUSA
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nos links abaixo:
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Processo legal para abrir uma rádio pode levar anos
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