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Rádio Tupi News é
fechada por falta de licença
Por Vanuza
Ramos
Especial para o AcheiUSA
Apenas cinco semanas depois de entrar em funcionamento e mobilizar toda a
comunidade brasileira da Flórida, foi retirada do ar, no último dia 5 de
julho, a rádio Tupi News. A emissora, que em poucos dias se tornou a
sensação da comunidade, não tinha licença para funcionar, em conformidade
com as leis de comunicação dos Estados Unidos, regidas pelo FCC – Federal
Communication Commission. Outras irregularidades foram encontradas no prédio
da rádio, a exemplo do transmissor mal localizado, falta de occupational
license (alvará de funcionamento) e de permissão para colocar a antena no
teto do edifício.
Os investigadores do FCC, que estão responsáveis pelo caso, emitiram um
comunicado aos proprietários da rádio e deram um prazo de 10 dias para
comprovar a existência legal da rádio; ou seja, a apresentação da licença
emitida pelo FCC.
A empresa que vinha se apresentando como proprietária da rádio é a Axt -
Produções e Comunicação, de propriedade do catarinense Rubens Axt. Ele
assumiu a frente dos negócios da rádio desde a sua fundação e apresentava
alguns formulários do FCC como prova de status legal. Esses formulários
foram apresentados aos comunicadores que fecharam contratos com a rádio, e
também ao pastor Gesiel Gomes, da Igreja Internacional da Graça, acusado por
Axt como responsável pela denúncia da rádio.
Axt continuou apresentando essa mesma documentação para o público após o
fechamento da rádio e insistiu que possui uma aplicação junto ao FCC.
“Estamos tentando uma licença. A partir daí, poderemos voltar ao ar, como
antes”, destacou o proprietário no dia 7 de julho, quando a rádio voltou ao
ar pela internet. A rádio on line, na verdade, já existia desde junho do ano
passado, segundo Axt. Ela foi transferida para a freqüência modulada em
junho de 2005 e fechada um mês depois.
Por que fechou - De acordo com Axt, a rádio estava em processo
inicial de regulamentação, por isso ainda não tinha a licença. Mas o FCC só
permite a atuação de uma rádio, mesmo em caráter experimental, quando o
processo já está concluído. Ou seja, mesmo que estivesse com processo em
andamento isso não o habilitaria a colocar a rádio no ar.
Axt declara ainda que o motivo do fechamento da rádio foi apenas algumas
irregularidades – como a estrutura da antena, que não estaria reforçada de
acordo com as exigências do FCC e o posicionamento do transmissor da rádio,
que deveria estar do lado de fora da emissora e não dentro do estúdio. Mas,
em documento deixado pelo FCC na sede da emissora, consta que o principal
motivo foi mesmo a inexistência de licença para funcionamento.
O caso é passível de investigação pelo FBI, pois a utilização ilegal de
freqüências moduladas é crime federal, sujeito a multa de 100 mil dólares e
prisão.
Colaborou Antonio
Tozzi/AcheiUSA
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