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Miami Heat, alegria do sul da Flórida
Juntamente com os demais sul-floridianos, os brasileiros sofreram, vibraram
e comemoraram a conquista do Miami Heat, clube que venceu pela primeira vez
o disputadíssimo Campeonato Nacional de Basquetebol Americano, ou a NBA,
como é mais conhecida.
A torcida precisou esperar quase seis meses e 105 jogos para poder soltar o
grito de "É Campeão” da temporada 2005-2006. Mas valeu! A equipe estava
desacreditada no início do campeonato, mas conseguiu terminar em segundo
lugar na Conferência Leste, atrás apenas do Detroit Pistons – campeões da
NBA na temporada 2003-2003 e vice na temporada 2004-2005.
Depois de um início hesitante, Pat Riley – presidente, gerente geral e
responsável pela montagem do time, com as contratações de Jason Williams,
James Posey e Antonie Walker – assumiu como técnico da equipe, em
substituição a Stan Van Gundy, que se afastou para cuidar de seus assuntos
pessoais e continuou a trabalhar com a organização como olheiro.
Após a temporada regular, quando o Miami Heat terminou com 52 vitórias e 30
derrotas, enfrentando todos os adversários da NBA, chegou o momento da
verdade: os playoffs.
Como segundo na classificação geral na Conferência Leste, teve de encarar a
equipe do Chicago Bulls, sétimo na Conferência. Após ter feito 2 a 0 nos
dois primeiros jogos em Miami, a rápida e jovem equipe de Chicago cresceu e
empatou a série em 2 a 2 em casa.
Momento da virada - Muitas críticas dos analistas e até mesmo uma discussão
entre o veterano Gary Payton e o craque Dwayne Wade serviram para acordar o
time. Quando todos pensavam que a série se complicaria, a equipe venceu
fácil no American Airlines Arena e destruiu o time do mito Michael Jordan em
Chicago, com o placar de 113 a 96.
Superado o primeiro obstáculo, chegou a vez do New Jersey Nets, com o trio
infernal Jason Kidd, Richard Jefferson e Vince Carter. Os três não
decepcionaram e surpreenderam o Miami Heat, impondo uma derrota em casa pelo
placar de 100 a 88. os mais afoitos previram que seria impossível a equipe
de Pat Riley derrotar a equipe ágil e habilidosa de New Jersey. As previsões
revelaram-se furadas. O Miami Heat venceu as quatro próximas partidas e
fechou a série em 4 a 1.
Finalmente, chegou o momento da revanche. O adversário era a temível equipe
do Detroit Pistons, que atuava com a vantagem de decidir a série em casa por
ter feito a melhor campanha entre todos os times durante a temporada
regular. E o Detroit confirmou o favoritismo e fez 1 a 0 no jogo de abertura.
Mais uma vez, os pessimistas afirmaram que o Miami Heat havia ido longe
demais e não poderia vencer uma equipe tão forte, que reúne Chauncey Billups,
Rip Hamilton, Tayshaun Prince, Ben Wallace e Rasheed Wallace. Outra vez, as
previsões falharam. O Miami Heat empatou a série em Detroit e venceu os dois
jogos em Miami, abrindo uma vantagem de 3 a 1. O time de Detroit ainda
conseguiu diminuir para 3 a 2, mas o Miami Heat venceu a Conferência Leste
com a vitória de 95 a 78 e um show do pivô Shaquille O ‘Neal, com 28 pontos
e 16 rebotes.
As finais - A equipe do sul da Flórida carimbou o passaporte para as
finais da NBA e teve como adversário a forte equipe do Dallas Mavericks, com
os craques Dirk Nowitzki, Jason Terry e Josh Howard. Eles bateram outro
favorito ao título, o San Antonio Spurs, que tentava o bicampeonato, após
terem vencido a temporada anterior. Mas perderam em casa para seus rivais do
Texas e ficaram fora das finais.
Todas as apostas indicavam o Dallas Mavericks como favorito. Afinal, há seis
anos o Miami Heat não conseguia uma vitória sequer em Dallas e, se quisesse
ser campeão, precisava vencer pelo menos uma partida na capital texana. Para
piorar a situação, durante a temporada regular, o Dallas Mavericks venceu os
dois jogos contra o Miami Heat, um deles pelo placar de 112 a 76 – a pior
derrota sofrida pela equipe da Flórida no campeonato.
A primeira partida das finais confirmou as previsões. O Dallas Mavericks
venceu a partida por 90 a 80, mas o jogo foi igual. A diferença foi o bom
aproveitamento dos lances livres por parte dos jogadores do Dallas e o baixo
aproveitamento dos atletas de Miami, sobretudo de Shaquille O’Neal, neste
item. No segundo jogo, um baile de Dallas que fechou o jogo com o placar de
99 a 85 e foi para Miami com a vantagem de 2 a 0.
O MVP - Os analistas previram que o time de Dallas já seria campeão, a
questão era saber somente se o Miami Heat conseguiria vencer alguma partida.
Para complicar, o Dallas Mavericks abriu 14 pontos de vantagem sobre o Heat
a apenas sete minutos do final da partida. A vitória daria uma vantagem de 3
a 0 para Dallas, algo praticamente impossível de reverter.
No entanto, o Miami Heat tinha – e tem! – Dwayne Wade. O ala chamou o jogo
para si e ninguém da defesa de Dallas conseguia pará-lo. Resultado. Ele
marcou 42 pontos – 17 só no último quarto – e pegou 13 rebotes,
estabelecendo um novo recorde. Final de jogo: Miami Heat 98 – 96 Dallas
Mavericks.
Com a série em 2 a 1, o Miami Heat entrou com tudo no quarto jogo das finais
e massacrou o adversário, derrotando o Dallas por 98 a 74. De quebra, ainda
foi beneficiado pela suspensão de Jerry Stackhouse, que agrediu O’Neal de
maneira brutal. O pessoal de Dallas começou a tremer, com a série empatada
em 2 a 2.
No quinto jogo, porém, o time do Texas mostrou que veio disposto a vencer
pelo menos uma partida fora de casa. Lutou muito, mas foi insuficiente.
Outra brilhante atuação de Wade, que marcou 43 pontos, garantiu a difícil
vitória de 101 a 100 e a vantagem de 3 a 2 na série.
A sexta partida, marcada para Dallas, era vital para o time da casa. Eles
precisavam vencer o Miami Heat e provocar o sétimo e decisivo jogo. Todavia,
Dwayne Wade resolveu jogar como Michael Jordan mais uma vez e marcou 38
pontos na vitória do Heat por 95 a 92 em pleno American Airlines Center, em
Dallas.
Dwayne Wade foi eleito, merecidamente, o MVP (Jogador Mais Valioso) das
finais da NBA e inscreve seu nome na história do basquetebol americano,
apesar de ter apenas 24 anos de idade.
Os vencedores
Além de
Dwayne Wade, também foram campeões Shaquille O ‘Neal, Antonie Walker, Jason
Williams, Udonis Haslem, James Posey, Alonzo Mourning, Gary Payton, Shandon
Anderson, Derek Anderson, Michael Doleac, Jason Kapono, Wayne Simien, Earl
Barron e Dorrel Wright.
Merecido destaque para Pat Riley, que conquistou pela sétima vez o anel de
vencedor da NBA – as outras seis foram todas conquistadas com o Los Angeles
Lakers: em 1972, como jogador; em 1980, como técnico assistente; em 1982,
1985, 1987 e 1988, como técnico. E agora, em 2006, como técnico, presidente
e gerente geral do Miami Heat. Com exceção de Riley, apenas O’Neal já havia
sentido o gosto de ter sido campeão anteriormente, também com o Los Angeles
Lakers, nos anos de 2000, 2001 e 2002.
Os campeões foram homenageados pelo público de Miami num desfile realizado
na sexta-feira à tarde pelas ruas da cidade, com direito à muita comemoração
e festa da torcida. De quebra, o Miami Heat ainda ficou com o título de
melhor entre as cheerleaders. As Heat Dancers foram eleitas as mais sexies
da NBA. Realmente um ano para ficar na história dos fãs do Miami Heat e dos
moradores do sul da Flórida.
Por
Antonio Tozzi - AcheiUSA Newspaper
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