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Republicanos de Bush falam em 'reforma imigratória integral' ainda para este an

Republicanos aliados e porta-voz da Casa Branca garantem que a reforma será aprovada antes das eleições

O presidente dos EUA, George W. Bush, “comprometeu-se a realizar uma reforma integral do sistema de imigração” do país e espera que ela seja alcançada este ano, declarou nesta segunda-feira(10) à agência EFE, porta-voz do Comitê Nacional Republicano.

Diante da insistência de políticos do Partido Democrata para que seja aprovada o quanto antes uma nova legislação sobre esta matéria, Hessy Fernández disse que “Bush e os republicanos têm mostrado liderança em um assunto difícil para todos os americanos”. E acrescentou: “Graças a este presidente e ao Partido Republicano, isto está sendo discutido”.

O Partido Republicano, ao qual pertence Bush, tem maioria nas duas Câmaras do Congresso dos EUA, as quais aprovaram versões díspares da reforma imigratória, em dezembro e maio passados.

A versão da Câmara de Deputados é muito mais restritiva do que a do Senado, impõe penas pela violação de suas disposições e não prevê para os indocumentados a possibilidade de legalizar sua situação.

“A Câmara Baixa pretende criminalizar os imigrantes indocumentados e aqueles que os ajudam, inclusive os membros de igrejas e os bons samaritanos. Isto, certamente, não vai funcionar”, constatou o senador democrata Edward Kennedy, em entrevista à imprensa, realizada em 05 de julho.

Tática protelatória – Atualmente, o Congresso realiza consultas populares sobre o assunto em diversas partes do país.

Alguns parlamentares democratas têm criticado estas consultas, por considerá-las apenas uma manobra para adiar a votação no Capitólio.
“Não sei qual é o verdadeiro propósito das audiências, além de retardar a aprovação da reforma”, criticou Luis Gutiérrez, representante de Illinois na Câmara de Deputados, na mesma entrevista coletiva de imprensa da qual participou Kennedy.

Javier Neira, membro da Assmbléia Nacional Hispânica Republicana, declarou à EFE, pelo telefone, que se sente “otimista a respeito da aprovação ainda este ano de uma reforma integral do sistema de imigração”.

As duas Câmaras do Congresso, que retomaram os trabalhos nesta semana, devem negociar uma harmonização de seus projetos de lei, quando faltam menos de quatro meses para as eleições que renovarão a totalidade da Câmara de Deputados e um terço do Senado.

“Este presidente sabe quão importante é isto”, destacou Fernández. “O sistema de imigração está podre e precisa de uma reforma integral. Este é um assunto com grande carga emocional e diferenças de opiniões tanto entre os democratas como entre os republicanos, e entre os cidadãos em geral”.

Neira explicou que a proposta de Bush para uma “reforma integral” contêm três elementos básicos: aumento da segurança nas fronteiras, aplicação das leis imigratórias e um programa que permita a mais de 11 milhões de imigrantes indocumentados legalizar sua situação e, ao longo do tempo, adquirir a nacionalidade americana.
 

"Extremistas não representam a maioria dos cidadãos nem o Partido Republicano"

Atenção à segurança - “Depois de 11 de setembro de 2001 a mentalidade dos americanos mudou para sempre”, disse Neira, em referência aos ataques terroristas que deixaram mais de 3.500 mortos e feridos no país.

“Temos que conviver com esta preocupação com os ataques terroristas, daí, a preocupação com a segurança de nossa fronteira”.
Bush “pôs a mão na massa e está promovendo o uso eficaz dos recursos disponíveis, com o envio da Guarda Nacional, que foi planejada de maneira estratégica”, acrescentou.

Alguns grupos, partidários da militarização da fronteira entre EUA e México e a deportação dos indocumentados, sustentam que o envio de alguns milhares de soldados da Guarda Nacional para uma fronteira de 3.200 quilômetros de comprimento é insuficiente.
Neira disse que “há grupos extremistas que quiseram fechar a fronteira, mas eles não representam a maioria dos cidadãos nem a opinião do Partido Republicano”.

A reforma das leis de imigração, assinalou, deve incluir uma mudança no número de vistos outorgados anualmente e um sistema eficiente para que os empregadores verifiquem a autenticidade dos documentos que apresentam os trabalhadores que contratam.

Além do mais “é preciso fazer algo com os quase 11 milhões de indocumentados”, concordaram Neira e Fernández. “Estão aqui de maneira ilegal, mas é preciso dar-lhes oportunidades. Alguns estão há anos vivendo aqui e devem ter a oportunidade de regularizar sua situação”.

“Se alguém veio trabalhar, se paga impostos, não há razão para que não tenha as mesmas oportunidades que os demais cidadãos”, finalizou.
 

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