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Mestre de jiu jitsu
Quem vê Guilherme Arashiro logo imagina tratar-se de um latino-americano,
porque seu estereótipo lembra o de um mexicano ou de um centro-americano. No
entanto, trata-se de um brasileiro legítimo, nascido em São Paulo, de origem
japonesa e portuguesa. Ele está atualmente em Miami, onde treina jiu jitsu e
é personal trainer do piloto Felipe Giaffone, da IRL. Está até mesmo
considerando fixar residência na Flórida, apesar de adorar viver no Brasil.
Em São Paulo, inclusive, ele tem uma academia junto com um mestre em ioga. A
academia chama-se Kalikolis, que em grego significa “cidade dos homens
perfeitos”. Adepto do prana yama e das técnicas indianas de respiração como
a ioga, Guilherme usa estes recursos para controlar sua mente e suas emoções.
Aliás, a prática das artes marciais ensina exatamente a pessoa a exercer
este autocontrole sobre o corpo, a mente e as emoções. “Praticar artes
marciais é excelente para descarregar o stress e controlar a agressividade”,
diz o atleta, faixa preta em jiu jitsu há sete anos e ex-praticante de judô
– modalidade na qual seu irmão mais novo se destaca.
Linha Gracie – A exemplo de muitos brasileiros e americanos,
Guilherme optou pela linha de jiu jitsu ensinada e praticada pela família
Gracie, que acabou sendo mundialmente conhecida como Brazilian Jiu Jitsu.
Tanto que até o ano passado ele era o instrutor-chefe de uma das academias
Gracie em São Paulo, no bairro do Itaim Bibi.
Juntamente com os integrantes da família Gracie, ele viajou para o Japão em
2000, onde aproveitou para morar um período. Apesar da ascendência japonesa,
porém, admite não ter se enquadrado no estilo de vida japonês e resolveu
voltar para o Brasil.
Segundo o atleta, o Brazilian Jiu Jitsu tornou-se uma luta multi-esporte,
incorporando técnicas de outras artes marciais. O jiu jitsu é uma das lutas
mais antigas, mas a família Gracie desenvolveu novas chaves e novos golpes,
possibilitando mais variações e alternativas. “Quem pratica jiu jitsu está
ciente dos golpes a que está sujeito”, alertou Guiilherme, com a sabedoria
de ter sido vítima numa luta, onde perdeu alguns dentes.
Sua carreira, entretanto, fala por si. Ele foi campeão paulista de jiu jitsu
de 95 a 97, campeão brasileiro em 96, campeão pan-americano em 97 e campeão
de um torneio disputado na Califórnia em 96, sempre na categoria peso leve.
Projeto EUA – Ele agora está avaliando a possibilidade de viver nos
Estados Unidos. Além de seu nome no circuito mundial de jiu jitsu, Guilherme
também confessou estar encantado com as perspectivas de desenvolver sua
capacidade profissional como arquiteto. Aliás, ele somente consegue ficar
muito tempo fora de São Paulo por ser profissional liberal e dono de seu
próprio escritório de arquitetura., cuja especialidade é arquitetura
oriental e de night clubs.
Para manter a forma, ele treina duas horas diariamente. Em Miami, está
treinando com Giaffone, que adora o esporte e não tem medo de machucar a mão,
impedindo-o de pilotar. “Para o Felipe, o jiu jitsu é um hobby. Ele adora e
aproveita para manter o preparo físico”, disse Guilherme, que no início da
carreira treinava oito horas diárias. Dá para encarar?
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