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Golpe na praça
José Ferrara quase foi vítima de um golpe, por isto faz questão de alertar a
comunidade. Segundo ele, um sujeito ligou para a empresa onde trabalha
procurando por uma pessoa. Ele atendeu e disseram que o indivíduo já não
mais trabalhava na companhia.
Porém, após ter dado a informação, o interlocutor perguntou se ele poderia
fazer-lhe um favor. Como estava morando em São Paulo, pediu a Ferrara para
receber um cheque de $2,000 em seu nome aqui no sul da Flórida. Pelo favor,
ele poderia ficar com $300. Vislumbrando a oportunidade de ganhar um
dinheirinho extra sem muito esforço, concordou em fazer o favor.
Ao receber o cheque nº 0000005002 do Wachovia, datado de 06 de julho de
2006, fez o depósito em sua conta e, no dia seguinte, já estavam creditados
os dois mil dólares. Precavido, decidiu esperar sete dias para clarear o
cheque. Como não houve problemas, sacou o dinheiro, retirou seu percentual e
enviou $1,700 para a pessoa em São Paulo através da Western Union.
“Entretanto, o sujeito insistiu para eu colocar o número do CPF na remessa.
Como a Western Union não exige a colocação do CPF, enviei assim mesmo. Para
minha surpresa, depois de ter mandado o dinheiro, fui informado pelo banco
que o cheque não tinha fundos, portanto, fiquei com menos $1,700 em minha
conta. Ainda consegui anular a transação e recuperar o dinheiro com a
Western Union, porque ele demorou mais de 24 horas para retirar o dinheiro”,
explicou.
Falou com a pessoa, que disse ter compreendido a situação, e pediu para
fazer o mesmo favor, desta vez emitido pelo US Bank, de Idaho, um banco
virtual, sem agências. Além deste fato, ele ficou intrigado com o número do
cheque (0000005001) e com a rapidez com que foi enviado, ou seja, no dia 13
de julho. “E neste cheque dava para ver a marca d’água com a palavra VOID
aparecendo”, acrescentou.
Ferrara ficou feliz por ter perdido apenas $32, em razão das despesas com a
sustação da remessa e a multa cobrada pelo banco, mas preocupado com a falta
de cuidado do sistema bancário americano.
“Percebi que aqui o banco faz o crédito na conta sem verificar se há ou não
fundos para compensar. Só depois que o cheque não é honrado é que tiram o
valor da conta do cliente. Portanto, quero que os brasileiros aprendam esta
lição: cuidado com os cheques em sua conta para evitar passar pelo sufoco
que passei”, finalizou Ferrara.
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