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Senador do ES alerta para mega ação do PCC

O senador Magno Malta, representante do Espírito Santo, eleito pelo PL com a maior votação da história do estado, prestigiou a BrasilFair, organizada pela Primeira Igreja Batista Brasileira do Sul da Flórida, e compareceu ao evento na condição de parlamentar, palestrante e integrante da Banda Tempero do Mundo. Em entrevista à imprensa, realizada no sábado à noite, falou sobre vários temas: atuação parlamentar, violência, eleições e até mesmo sobre uma provável mega ação criminosa orquestrada pelos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em todo o país.

Na condição de parlamentar, Malta criticou o excesso de MPs (Medidas Provisórias) baixadas pelo Executivo, que engessa a ação do Legislativo, conforme explica: “As MPs foram criadas para serem usadas em caráter emergencial, mas os presidentes a utilizam como instrumentos para aprovar medidas de seus interesses a fim de evitar passar pelo crivo do Legislativo. Já era assim no governo Fernando Henrique Cardoso e continua no governo Lula. É uma espécie de ditadura branca”, resumiu.

Para conter esta arma, há um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional, de autoria do senador baiano Antonio Carlos Magalhães (PFL), que confere à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o mérito para jugar se a MP tem mesmo caráter de emergência ou urgência. “Além do mais, nas MPs o Executivo muitas vezes embute alguns itens que são verdadeiras armadilhas e acabamos aprovando algo cujo teor é oposto àquilo que a Medida Provisória pregava”, advertiu o parlamentar. Ele deu como exemplo uma MP que beneficia o pequeno produtor, apurado com dívidas de crédito agrícola. No entanto, no inciso IV, parágrafo 5, alínea A, consta também o perdão aos grandes produtores e o espírito da MP é desvirtuado.

Eleições – Sobre as próximas eleições gerais, marcadas para outubro deste ano, Malta acredita que poderá haver segundo turno, principalmente em razão do crescimento da candidatura da senadora Heloísa Helena, do PSOL. “Se ela chegar ao patamar dos 15%, haverá segundo turno. Porém, não creio que o ex-governador Geraldo Alckmin, que considero um homem de bem, possa derrotar Lula. O atual presidente é um sujeito bastante carismático e sabe como conquistar o eleitorado. Portanto, deverá ser reeleito”, concluiu.

Embora esteja no mesmo bloco partidário que apóia o presidente Lula, como membro do Partido Liberal (o mesmo do vice-presidente José Alencar), Malta tem críticas à atuação do Partido dos Trabalhadores. A seu ver, o PT decepcionou o eleitorado ao transigir com a ética e a moral que sempre pregaram nos 24 anos em que estiveram na oposição. “Até concordo com a continuidade da política enconômica do governo anterior, que demonstrou bastante maturidade dos dirigentes petistas, mas nunca podia imaginar que eles pudessem ceder em seus princípios. Isto decepcionou muita gente”, afirmou. Sobre José Dirceu, ele admite sua culpabilidade, mas reconhece seu importante papel na luta contra a ditadura.

Violência e corrupção – Relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Bingos, Malta é considerado persona non grata pelo governo Lula. Afinal, foi durante esta CPI que Valdomiro Diniz, homem de confiança de José Dirceu, foi acareado por suas ligações com o bicheiro “Cachoeira”, por causa da corrupção e da contravenção, que gerava dinheiro para o caixa 2 do PT.

Como deputado federal, formou juntamente com o deputado Moroni Torgan (PFL-CE), o time que atuou forte na CPI do Narcotráfico, no ano 2000. Em virtude disto, vem destacando-se como um dois principais parlamentares no combate à violência no Brasil.

Decepcionado com o atual estado de abandono do país, em termos de Segurança Pública, declarou: “Perdemos todos os limites”.

A seu ver, a ordem no Brasil está invertida. Só quem conta com direitos humanos são os bandidos, enquanto as pessoas de bem ficam à mercê dos marginais, que, cada vez mais, tornam-se ousados e desafiam as autoridades. Por isto, o senador capixaba defende a construção de mais oito presídios de segurança máxima – se for o caso, podem ser privatizados, para poupar recursos do Estado -, uma reformulação na política de Segurança Pública, com a valorização do policial, que deve ter melhores salários e uma política habitacional que o retire da proximidade com os bandidos, além da unificação das polícias militar e civil. Por fim, deve haver a contratação de mais policiais federais e o desenvolvimento de uma política similar para os carcereiros, a fim de diminuir o nível de corrupção e quebrar a espinha dorsal do crime organizado.

Crime organizado que está preparando uma mega ação nas principais cidades do país, conforme revelou o senador: “Foi descoberto um plano, batizado de ‘Operação Vulcão’, no qual os membros do PCC em todo o Brasil vão pôr fogo em várias cidades, incendiando ônibus, queimando delegacias e provocando o caos. Espero que a ação seja abortada pelas autoridades de Segurança Pública”.

Além das medidas repressoras, Malta também prega investimentos na área de educação e melhoria na distribuição de renda. Ele também não poupa a própria sociedade brasileira pela atual situação: “Cada família tem de saber como criar seus filhos para evitar que coloquemos na sociedade pessoas mal formadas que acabarão tornando-se marginais e drogados”, encerrou, com a autoridade de manter um instituto dedicado a trabalhar com drogados e recuperá-los para a sociedade.

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