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Líder, polêmico e maior goleiro-artilheiro
Rogério
foi criado no interior do Paraná, primeiro na cidade de Pato Branco, depois
em Sinop, no Mato Grosso. Ao contrário da maioria dos jogadores, não passou
por grandes dificuldades financeiras. Curiosamente, começou a jogar futebol
na linha, até por isso demonstra grande habilidade com os pés. Prova disso é
que no dia 20 de agosto de 2006 ele tornou-se o goleiro a marcar mais gols
na história do futebol: 64,superando assim o paraguaio Chilavert.
Sua primeira experiência no gol aconteceu por acaso. Ele substituiu o chefe
do Banco do Brasil em uma partida e gostou da posição. Aos 17 anos, recebeu
convite para integrar o elenco do Sinop Futebol Clube. Aproveitou a contusão
dos outros dois goleiros para ser titular e conquistar o primeiro título
estadual, em 1990. No mesmo ano, Rogério foi aprovado em um teste no São
Paulo. Começou a ter destaque no clube paulista em 1993, quando conquistou
ao lado de Jamelli, Caio, Guilherme, André Luís e Pereira
a Copa São Paulo de Juniores.
Logo foi promovido aos profissionais. Era chamado para substituir o titular
Zetti, que estava sempre integrando a seleção brasileira. Em 1994, fez parte
do famoso “Expressinho”, campeão da Copa Conmebol. As boas atuações de
Rogério chamaram a atenção de Zagallo, que chegou a testá-lo para a seleção
olímpica de 1996. No entanto, a condição de reserva no São Paulo o
atrapalhou na briga com Dida e Danrlei, os convocados para as Olimpíadas de
Atlanta, em 1996.
Quando já se cogitava uma transferência de Rogério, São Paulo e Zetti
entraram em acordo para uma rescisão de contrato. Era a chance que o jovem
estava esperando. A partir de 1997, aos 24 anos, o Tricolor tinha um novo
goleiro: Rogério Ceni. Para surpresas de todos, ele conseguiu achar
rapidamente o seu espaço, mesmo com a responsabilidade de substituir Zetti,
bicampeão da Libertadores e Mundial pelo clube. Além de grandes defesas, se
destacou por algo não muito comum entre os goleiros: marcar gols. A primeira
vez que balançou as redes como titular aconteceu na cidade de Araras, no dia
15 de fevereiro de 1997, contra o União São João.
Libertadores e Tricampeonato - Em 2004, depois de dez anos ausente, o
São Paulo voltou a disputar a Copa Libertadores da América. E Rogério Ceni
chegou perto de concretizar seu maior objetivo na carreira. Sob o comando de
Cuca, a equipe do Morumbi passou com tranqüilidade pela primeira fase e
chegou às semifinais, onde foi eliminada pelo Once Caldas após uma derrota
por 2 a 1 na Colômbia. Na partida de ida, em seu estádio, o São Paulo não
saiu do 0 a 0.
Com outro terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, dessa vez em 2004, o São
Paulo garantiu, mais uma vez, o direito de disputar o principal torneio
interclubes de 2005 e Rogério Ceni teria a chance de tentar realizar seu
sonho. O título do Campeonato Paulista no início do ano foi um bom prenúncio
de que, pelo menos o semestre, seria do Tricolor.
Não deu outra: o time do Morumbi coroou a sua melhor performance em 11
participações na Libertadores. Chegou à final diante do, também brasileiro,
Atlético-PR. Na partida de ida, o Tricolor arrancou um empate por 1 a 1. Na
volta, a tarefa dos sãopaulinos foi mais tranqüila. Com gols de Amoroso,
Fabão, Luizão e Diego Tardelli, o time não deu chances ao Furacão e foi
tricampeão. Para arrebatar a taça, o Tricolor teve quatro empates e só
sofreu uma derrota, quando caiu diante do Tigres por 2 a 1, no jogo de volta
das quartas-de-final. Na campanha, a equipe marcou 34 gols e sofreu 14.
Para completar o ano inesquecível, Rogério ainda levou para casa junto com o
Tricolor o título do Mundial Interclubes no Japão. Em uma partida memorável,
o goleiro fez defesas espetaculares na vitória diante do Liverpool e foi
considerado o melhor jogador da final e da competição. Desta forma, ele
entrou de vez para a história da equipe do Morumbi.
Em 2006, Rogério teve a oportunidade de conquistar mais uma Libertadores,
mas o São Paulo foi derrotado pelo Internacional na decisão. Para piorar, o
goleiro falhou no primeiro gol colorado no Beira-Rio e demonstrou abatimento.
A recompensa veio quatro dias mais tarde, quando enfim superou a marca de
Chilavert na partida contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. No mesmo
ano, Rogério também se igualou a Pedro Rocha, Muller e Palhinha como maior
artilheiro do Tricolor na Libertadores com dez gols.
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