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Ano 10 - Edição 312

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Líder, polêmico e maior goleiro-artilheiro

Rogério foi criado no interior do Paraná, primeiro na cidade de Pato Branco, depois em Sinop, no Mato Grosso. Ao contrário da maioria dos jogadores, não passou por grandes dificuldades financeiras. Curiosamente, começou a jogar futebol na linha, até por isso demonstra grande habilidade com os pés. Prova disso é que no dia 20 de agosto de 2006 ele tornou-se o goleiro a marcar mais gols na história do futebol: 64,superando assim o paraguaio Chilavert.

Sua primeira experiência no gol aconteceu por acaso. Ele substituiu o chefe do Banco do Brasil em uma partida e gostou da posição. Aos 17 anos, recebeu convite para integrar o elenco do Sinop Futebol Clube. Aproveitou a contusão dos outros dois goleiros para ser titular e conquistar o primeiro título estadual, em 1990. No mesmo ano, Rogério foi aprovado em um teste no São Paulo. Começou a ter destaque no clube paulista em 1993, quando conquistou ao lado de Jamelli, Caio, Guilherme, André Luís e Pereira
a Copa São Paulo de Juniores.

Logo foi promovido aos profissionais. Era chamado para substituir o titular Zetti, que estava sempre integrando a seleção brasileira. Em 1994, fez parte do famoso “Expressinho”, campeão da Copa Conmebol. As boas atuações de Rogério chamaram a atenção de Zagallo, que chegou a testá-lo para a seleção olímpica de 1996. No entanto, a condição de reserva no São Paulo o atrapalhou na briga com Dida e Danrlei, os convocados para as Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

Quando já se cogitava uma transferência de Rogério, São Paulo e Zetti entraram em acordo para uma rescisão de contrato. Era a chance que o jovem estava esperando. A partir de 1997, aos 24 anos, o Tricolor tinha um novo goleiro: Rogério Ceni. Para surpresas de todos, ele conseguiu achar rapidamente o seu espaço, mesmo com a responsabilidade de substituir Zetti, bicampeão da Libertadores e Mundial pelo clube. Além de grandes defesas, se destacou por algo não muito comum entre os goleiros: marcar gols. A primeira vez que balançou as redes como titular aconteceu na cidade de Araras, no dia 15 de fevereiro de 1997, contra o União São João.

Libertadores e Tricampeonato - Em 2004, depois de dez anos ausente, o São Paulo voltou a disputar a Copa Libertadores da América. E Rogério Ceni chegou perto de concretizar seu maior objetivo na carreira. Sob o comando de Cuca, a equipe do Morumbi passou com tranqüilidade pela primeira fase e chegou às semifinais, onde foi eliminada pelo Once Caldas após uma derrota por 2 a 1 na Colômbia. Na partida de ida, em seu estádio, o São Paulo não saiu do 0 a 0.

Com outro terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, dessa vez em 2004, o São Paulo garantiu, mais uma vez, o direito de disputar o principal torneio interclubes de 2005 e Rogério Ceni teria a chance de tentar realizar seu sonho. O título do Campeonato Paulista no início do ano foi um bom prenúncio de que, pelo menos o semestre, seria do Tricolor.

Não deu outra: o time do Morumbi coroou a sua melhor performance em 11 participações na Libertadores. Chegou à final diante do, também brasileiro, Atlético-PR. Na partida de ida, o Tricolor arrancou um empate por 1 a 1. Na volta, a tarefa dos sãopaulinos foi mais tranqüila. Com gols de Amoroso, Fabão, Luizão e Diego Tardelli, o time não deu chances ao Furacão e foi tricampeão. Para arrebatar a taça, o Tricolor teve quatro empates e só sofreu uma derrota, quando caiu diante do Tigres por 2 a 1, no jogo de volta das quartas-de-final. Na campanha, a equipe marcou 34 gols e sofreu 14.

Para completar o ano inesquecível, Rogério ainda levou para casa junto com o Tricolor o título do Mundial Interclubes no Japão. Em uma partida memorável, o goleiro fez defesas espetaculares na vitória diante do Liverpool e foi considerado o melhor jogador da final e da competição. Desta forma, ele entrou de vez para a história da equipe do Morumbi.

Em 2006, Rogério teve a oportunidade de conquistar mais uma Libertadores, mas o São Paulo foi derrotado pelo Internacional na decisão. Para piorar, o goleiro falhou no primeiro gol colorado no Beira-Rio e demonstrou abatimento. A recompensa veio quatro dias mais tarde, quando enfim superou a marca de Chilavert na partida contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. No mesmo ano, Rogério também se igualou a Pedro Rocha, Muller e Palhinha como maior artilheiro do Tricolor na Libertadores com dez gols.

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