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Mudanças na Corte de Imigração
Uma semana depois de ter divulgado um relatório crítico sobre o elevado
número de casos de asilo negados pelas cortes de imigração nos Estados
Unidos, o governo de Washington anunciou “medidas” para melhorar o trabalho
dos juízes que atendem este tipo de casos.
O secretário de Justiça, Alberto Gonzales, revelou recentemente as
regulamentações para aquilo que ele definiu como melhoria no trabalho
profissional dos juízes de imigração, e anunciou que contratará novos
magistrados para esta área.
O relatório que motivou a reação de Gonzales foi elaborado pelo Escritório
Executivo de Revisão de Imigração, uma agência do Departamento de Justiça
que supervisiona os tribunais de imigração. O documento denunciou que os
juízes não cumpriam as normas fixadas por este ministério.
O estudo baseou-se na informação compreendida entre os períodos de 1998 e
1999, e de 2000 a 2005 e estabeleceu que mais de 65 por cento dos casos de
asilo são rechaçados e que os juízes utilizam critérios diferentes para
resolver petições, muitas vezes similares.
Um comunicado emitido pelo Departamento de Justiça detalhou que entre as
novas disposições a serem aplicadas a partir de agora figuram revisões
periódicas de trabalho dos juízes e dos membros da Junta de Apelações, um
exame para os novos magistrados e cursos de capacitação.
O ministério conta com mais de 200 juízes de imigração que devem decidir
milhares de casos por ano. Alguns têm sido criticados pela qualidade de seu
trabalho e pela forma discrepante com que tratam os estrangeiros que querem
permanecer no país.
Detalhes do relatório - No relatório, realizado pela organização
Transactional Records Access Clearinghouse - que recolhe e analisa
informação do governo nacional -, ficou claro que é muito mais provável um
estrangeiro que busca asilo nos Estados Unidos ser recusado se o caso for
avaliado pelo juiz Mahlon Hanson, de Miami, do que se cair nas mãos de
outros magistrados do sistema.
Em 2005, os Estados Unidos conce-deram asilo a 13.520 pessoas, de acordo com
estatísticas do Escritório de Cidadania e Serviços de Imigração (USCIS).
Segundo o relatório, a média nacional de recusas de casos de asilo foi de 65
por cento. Em 80 por cento dos casos foram negados asilo a pessoas
provenientes de El Salvador, México e Haiti, enquanto o número foi de 30 por
cento a solicitantes do Afeganistão e Burma.
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