|
SEC abre ação civil contra FoneClub
Por Antonio Tozzi
A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, Securities and Exchange Comission,
em inglês) dos Estados Unidos abriu uma ação civil no Tribunal Distrital dos
Estados Unidos, Distrito de Massachusetts, contra a Universo FoneClub
Corporation, de propriedade de Sanderley R. de Vasconcelos e do reverendo
Victor Sales.
Segundo a Comissão - que nomeou o advogado sênior de Litigação, Silvestre
Fontes, para conduzir o processo-, a Universo aparentemente operava um
“esquema de pirâmide”, no qual investidores são atraídos a investir com a
promessa de retorno dos seus investimentos. Esses retornos seriam, conforme
a denúncia, para pagamentos de seu próprio capital ou pagamento do capital
de outros investidores atraídos para o programa. A Comissão alega, conforme
descrito na queixa, que o esquema viola as provisões contra a fraude da lei
federal de valores mobiliários. Como tal, a Comissão requereu na sua queixa,
e obteve do tribunal, uma caução liminar, uma ordem para congelamento dos
bens e uma ordem para outros remédios jurídicos julgados de direito, que,
entre outras coisas, congelou os bens dos réus, na audiência realizada dia 8
de junho deste ano.
O esquema revelou-se inconsistente no momento em que a empresa não estava
registrada na Comissão de Valores Mobiliários, portanto, não poderia
comercializar ações em seu nome, configurando-se numa fraude em conexão com
compra e venda de ações, de acordo com a queixa. Incidiu em fraude por
oferecer e vender ações sem ter instrumentos legais para fazê-lo e por
oferecer e vender ações sem registro na SEC, além de penalidades por crimes
monetários.
O golpe da Universo FoneClub lesou muitos brasileiros, que supostamente
usavam o nome de Deus para vender seus produtos.
Uma pessoa, presente a uma das reuniões, contou como era o processo de
aliciamento dos investidores. Segundo a testemunha, eles abriam as reuniões
com a frase: ”Estamos aqui para falar de duas coisas boas: negócios e Deus.
Do negócio, nem vou falar porque todos sabem que é bom. Vamos, então, falar
de Deus. Durante uma hora, ele discorreu sobre a parábola de O Semeador e,
ao final, choveram cheques de pessoas acreditando serem eles pessoas de boa
fé e o negócio algo que lhes daria um bom retorno pelo investimento”, afirma
a testemunha.
Agora, muitos lesados estão procurando a justiça para serem ressarcidos. A
taxa de participação exigia um investimento de capital de $3,000. Os que
foram lesados devem enviar documentos e entrar em contato com o advogado
Silvestre Fontes através do fax (617) 573-4590. O advogado quer saber quanto
dinheiro foi arrecadado e mensurar o número de pessoas que foram vítimas
desta pirâmide.
O clube funcionava no estado de Massachusetts e alastrou-se para outros
estados, entre eles a Flórida. Fontes ligadas ao jornal confirmaram que os
proprietários da Universo FoneClub, mesmo estando ainda sob investigação da
SEC, teriam mudado o nome da empresa e estariam reabrindo uma empresa com o
mesmo tipo de serviço.
Direito de Resposta de San Rodrigues
Segundo o proprietário da Universo FoneClub, Sann Rodrigues, a matéria acima
é descabida e fora da realiade, já que o processo foi aberto há meses e no
momento a situação já está em vias de ser resolvida, conforme destaca. “Eu
vou passar minha vida me explicando, mas não me importo. Errei, mas já estou
consertando meu erro”, diz.
“Meu erro foi desconhecer as lei dos EUA”, justifica-se Sann, que afirma ter
os serviços da sua empresa adequados às exigências legais do país, o que lhe
daria legitimidade para continuar vendendo seus produtos e serviços a partir
de agora.
Segundo afirma, foi aberta uma nova empresa – a PhoneClub USA - que irá
oferecer serviços similares, sim, mas com taxas de adesão de $99. Para quem
já é associado a taxa será dispensada como forma de compensação por danos.
Pelo novo formato as pessoas se tornam representantes do produto e podem
subir na hierarquia de associados, gahando dividendos de acordo com o número
de associados que coloca na empresa, e de acordo com a quantidade de
produtos comprados pelos associados. Embora pareça um esquema de pirâmide, o
negócio é reconhecido pelas leis norte-americanas.
Leia mais detalhes sobre a empresa Phone Club e sobre o processo que está
enfrentando na próxima edição do AcheiUSA Newspaper.
Copyright 2005 © acheiusa.com - Todos os
direitos reservados.
|