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Proprietário da Phone Club se defende e diz
que está dentro da lei
O empresário Sanderley Rodrigues de Vasconcelos, proprietário da polêmica
empresa Universo FoneClub, procurou a redação do AcheiUSA em resposta à
matéria publicada na edição 141, onde pessoas que se sentiram lesadas pela
empresa o acusavam de montar um esquema de pirâmides e usar o nome Deus para
favorecimento financeiro. “Nunca fiz pirâmide, nem usei de má fé. Errei, sim,
e se tiver que passar a minha vida toda me explicando, o farei”, afirmou
Sann, acrescentando que as acusações veiculadas em toda imprensa brasileira
“são descabidas e fora da realidade”, já que o processo foi aberto há meses
e no momento a situação já está em vias de ser resolvida.
O processo ao qual ele se refere foi a ação civil que a Comissão de Valores
Mobiliários (SEC, Securities and Exchange Comission, em inglês) dos Estados
Unidos abriu em Massachusetts, contra a Universo FoneClub Corporation, de
propriedade de Sann Rodrigues e do reverendo Victor Sales.
Sann afirma que a ação civil se deu por falta de conhecimento das leis
norte-americanas, e não por má fé. “Meu erro foi desconhecer as leis dos EUA”,
justifica-se o empresário, que afirma ter adequado os serviços da sua
empresa de acordo com as exigências legais do país, o que lhe daria
legitimidade para continuar vendendo seus produtos e serviços a partir de
agora.
Sobre a acusação de estar abrindo um empresa com outro nome, Sann confirma,
mas diz que não se trata de uma tentativa de burlar a comunidade. “Abri uma
nova empresa, com novo formato, justamente para me adequar às exigências da
SEC.
De acordo com as normas da comissão de valores, nenhuma empresa de
multilevel marketing ou network marketing pode cobrar mais que 200 dólares
para o ingresso de um associado. A antiga FoneClub cobrava até 2 mil dólares.
“A PhoneClub USA irá oferecer serviços similares à antiga empresa, sim, mas
com taxas de adesão de $99. Para quem já é associado a taxa será dispensada,
como forma de compensação por danos. Pelo novo formato, as pessoas se tornam
representantes do produto e podem subir na hierarquia de associados,
ganhando dividendos de acordo com o número de associados que coloca na
empresa, e de acordo com a quantidade de produtos comprados por esses outros
associados”, diz Sann. Embora pareça um esquema de pirâmide, onde o
participante precisa colocar terceiros no programa para obter lucro, o
negócio é reconhecido e legitimado pelas leis dos EUA. É o mesmo esquema sob
o qual atuam empresas como Amway, AmeriPlan, QuickXtar e muitas outras.
No novo formato, a empresa de Sann também vende cargos na hierarquia da
empresa, cobrando valores de até 2 mil dólares. O associado pode se tornar
gerente, associado-executivo ou vice-presidente, e ao “comprar” esses cargos
ganham o direito de retirar em produtos o valor pago. “Fizemos parceria com
a Dell e disponibilizaremos laptops aos associados, além de aparelhos
celulares da Sprint e outros produtos. Se a pessoa quiser receber os 2 mil
dólares em cartão telefônico, pode também. E ela pode revender esses cartões
para quem quiser”, explica Sann.
Os cartões são o principal produto da PhoneClub USA, que vende “títulos” de
um clube de telefonia, usando tecnologia VOIP (voice over IP address). A
pessoa se associa ao clube, paga mensalidade de 39 dólares e tem direito a
1.500 minutos de ligação para o Brasil. O associado também recebe parte do
lucro da empresa, a partir do momento em que seus membros colocam outros
associados e esses associados compram os produtos do clube. A lei garante ao
participante o direito de sair do clube no momento que desejar. Toda a
transação é feita com contrato assinado e legitimada pela justiça
norte-americana. Apesar da legitimidade, a venda direta – ou multilevel
marketing - pode se transformar em uma dor de cabeça para os desavisados,
que se arvoram em busca da chance de ganhar dinheiro fácil. Conseguir
inserir novos associados – ou “pernas”, como é popularmente chamado o
associado – é um trabalho que requer muito talento para marketing, lábia e
poder de convencimento. O insucesso na busca por “pernas” pode levar o
associado à frustração e, conseqüentemente, à perda do tempo e de parte do
dinheiro investido.
Por Vanuza
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