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Ivete Sangalo: O show mais esperado do ano
acontece dia 30
Nem
bem foi anunciada a volta da cantora Ivete Sangalo e os telefones da
produtora Brazilian Party não param de tocar. Nenhum termômetro indicaria
melhor a ansiedade que já toma dos brasileiros da Flórida. A ânsia não é a
toa. Ivete é hoje a cantora número um do Brasil. É um dos poucos artistas
que se dá ao luxo de viajar de jatinho particular para fazer seus shows. Ela
dá as cartas na Bahia, atualmente, com influência até maior do que a banda
Chiclete com Banana.
Seu show é um dos mais caros do Brasil e a equipe que a acompanha conta com
mais de 45 pessoas, o que dá a dimensão da qualidade da produção dos shows.
E ela não abre exceções. As mesmas 45 pessoas a acompanharão na turnê dos
Estados Unidos, que passa pela Flórida dia 30 de setembro (ver
Agenda).
O segredo do sucesso de Ivete não é inexplicável. Ela é uma daquelas
artistas que crescem no palco. Nada se compara a vê-la cantando e dançando.
Ela contagia até durante os ensaios. A passagem de som é como se fosse um
show, para ela, durante a qual ela se entrega com a mesma energia. É fácil
de notar que Ivete é bicho de palco, e essa energia é que a transformou na
rainha da música brasileira.
E seu reinado já dura mais de uma década. A carreira começou há 17 anos,
quando aos 17 ela começou a freqüentar um bar de Ondina, Salvador, onde a
irmã Mônica cantava. Nessa época costumava tocar violão e cantar nos
intervalos das aulas, na faculdade.
Numa noite Ivete foi também cantar lá, onde recebiam uma refeição da casa
como pagamento. A ‘sorte grande’ de Ivete começou a partir daí. Logo
surgiram convites para abrir shows locais e assim ela foi levada ao circuito
de carnaval do interior da Bahia, depois da capital.
Até 1992 fazia backing vocal para o cantor Lui Muritiba e, com o incentivo
do produtor Jorge Cunha montou seu próprio show – com a banda Eva-, que
estrou na Boate Sirigüela. O show lhe rendeu o Troféu Caymmi 1992, o Grammy
da música baiana. Era o recomeço da Banda Eva, nessa nova fase com Ivete
como vocalista. O sucesso “Flores” tomou conta do Brasil e garantiu a
presença da banda nos principais carnavais fora de época de todo do país.
Foram seis os discos gravados com a banda, que venderam quase cinco milhões
de cópias. A virada da carreira aconteceu em 1999, quando ela partiu para
vôo solo. O primeiro CD, Ivete Sangalo, com músicas como “Canibal”, “Tá Tudo
Bem” e “Se Eu Nao Te Amasse Tanto Assim”, fortaleceu a imagem de símbolo
sexual do Brasil. Nesse mesmo ano abriu uma produtora, a Caco de Telha
Produções e Eventos, que coordena a sua carreira, comanda blocos e trios
elétricos em todo o país, além de também ser editora musical.
Em 2000 lançou o CD “Beat Beleza”, depois seguiram-se “Festa” (2001), “Se eu
não te amasse tanto assim” (2002), “Clube carnavalesco inocentes em
progresso” (2003) e “MTV ao vivo” (2004). No ano passado comemorou doze anos
de carreira e lançou o álbum de inéditas “As Super Novas”.
O título é uma brincadeira em relação ao disco anterior, o “MTV Ao Vivo”,
que trazia os antigos sucessos da cantora. São 12 faixas, entre elas “Abalou”,
além de duas regravações imperdíveis: “Soy Loco Por Ti America”, composição
de Caetano Veloso nos tempos do tropicalismo, que faz parte da trilha sonora
da novela global América, e o clássico da lambada “Chorando Se Foi”, do
grupo franco-brasileiro Kaoma. Agora acaba de lançar “O Melhor De Ivete
Sangalo - Especial Ivete”.
A turnê foi lançada em agosto, com um grande show em Salvador que reuniu
mais de 50 mil pessoas. No repertório estão “Abalou”, “A Galera”, “Quando a
Chuva Passar”, “Chorando se Foi”, “Cadê Você, Eh! Maravilha” e “Mega Beijo”.
Também estão incluídos no show o arrocha “Piririm Pom Pom” e “Não Quero
Dinheiro”, sucesso de Tim Maia, além sucessos de toda a carreira de Ivete.
Durante a turnê Ivete está preparando o espírito para o grande projeto da
carreira, a gravação de um DVD ao vivo no estádio Maracanã. O show deve
acontecer em dezembro e está enchendo de expectativa a cantora, que quer
sentir de perto a sensação de ouvir 80 mil pessoas cantando seus sucessos.
Nada mal para uma cantora que já esteve na boca de toda a torcida do
Flamengo, em 1994, durante uma partida de futebol, com o hit “Sorte Grande”.
O refrão “…poeira/poeira/levantou poeira…” virou símbolo da torcida por todo
o país e explica porque a cantora não tira os pés da Bahia por menos de 60
mil dólares de cachê
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