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Ano 10 - Edição 311

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Imigração de muçulmanos cresceu depois de 2001

Cinco anos depois do 11 de Setembro, o número de imigrantes muçulmanos que chega aos EUA vem registrando crescimento acentuado, segundo repor-tagem de domingo do diário norte-americano “The New York Times”.

Citando número obtidos junto ao DHS (Departamento de Segurança Nacional, na sigla em inglês), a reportagem informa que em 2005 cerca de 96 mil pessoas de países predominantemente islâmicos conseguiram se tornar residentes legais permanentes nos EUA -número maior que nos 20 anos anteriores.

Desses que foram legalizados, 40 mil entraram nos EUA no ano passado, maior número desde os ataques que destruíram as duas torres do World Trade Center, em Nova York, e atingiram o Pentágono, em Washington.

O número de imigrantes muçulmanos no país registrou um crescimento expressivo desde meados dos anos 60. Nas três décadas seguintes, a porcentagem de muçulmanos que se graduaram superou a de imigrantes de outras nacionalidades no país, e o salário médio deles é cerca de 20% maior, segundo os dados do DHS citados pelo “NYT”.

Depois do 11 de Setembro, aumentaram os casos de violência e discriminação contra a população muçulmana nos EUA. Alguns homens muçulmanos - os principais alvos, tanto da violência como do preconceito - tiveram inclusive de mudar seus nomes e um grande número de famílias se mudou para o Canadá, diz o texto.

Segundo o diário americano, a situação hoje dos imigrantes muçulmanos tem vantagens em relação ao período pré 11/9: os centros islâmicos estão mais organizados, há cursos de inglês para os recém-chegados e a ajuda legal gratuita está mais acessível.

 

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