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Crime passional abala
comunidade

Jackline de Melo |
Pouco mais de um ano depois do brutal
assassinato da carioca Janaína Reis, a comunidade de Deerfield Beach foi
novamente surpreendida por um crime passional envolvendo outra brasileira. A
vítima, desta vez, foi Jackline de Melo, de 17 anos de idade, morta a
facadas, pelo ex-namorado, o também brasileiro Alfredo Oliveira, de 35 anos,
preso no dia 7 de dezembro. O corpo da adolescente, que nasceu em Macaé
(RJ), foi encontrado na noite anterior, no apartamento do rapaz, na
Southeast Third Avenue.
O motivo do crime foi ciúme: Jackline e Alfredo viveram juntos por quase
seis meses, mas romperam o namoro há poucas semanas. Desde então, ele vinha
ameaçando a garota, que havia voltado a morar com a família. A Polícia
acredita que o rapaz a esperou na saída da Olympic Heights High School, em
Boca Raton, e a levou para o seu apartamento. Naquela mesma noite, Alfredo
teria confessado o ato a amigos e ao seu chefe, a quem foi pedir dinheiro
para fugir, e disse que pensava em se suicidar.

Alfredo Oliveira |
No dia seguinte, o suspeito foi visto ainda
em Deerfield Beach, onde trabalhava na área de cons-trução, vestindo uma
camisa da seleção brasileira de futebol. A Polícia encontrou Alfredo em
Miami. “Ele a viu falando com outro rapaz. Foi ciúmes”, confirmou Keyla
Concepción, porta-voz da Polícia de Broward.
Os familiares de Jackline, que se mudaram
para os Estados Unidos há 14 anos, ficaram muito abalados. Segundo os
policias, a mãe da adolescente, Maria das Graças de Melo, contou na
delegacia que há semanas estava apavorada, pois o ex-namorado perseguia
Jackline: “Não avisei à Polícia, pois não esperava que as coisas fossem
chegar a este ponto”, revelou. Naquele dia, a filha deveria chegar em casa
por volta de 3:00 pm e ficou bastante preocupada com o atraso. De madrugada,
as autoridades bateram à porta com a péssima notícia.
Segundo informações, Alfredo não tinha qualquer registro em sua ficha na
Flórida. A notícia pegou de surpresa quem conhecia o rapaz: “Nunca poderia
imaginar que ele pudesse fazer isso. Era um cara calmo, religioso e
agradável”, disse Charles Dias.
Se é possível algum tipo de consolo aos familiares de Jackline num momento
tão difícil como o que estão passando, ele veio na forma de carinho das
dezenas de amigos que compareceram ao enterro da brasileira, no domingo (dia
10 de dezembro). “Foi bonito ver tantos jovens, companheiros da escola, da
Igreja e da comunidade, numa comprovação de como ela era querida”, disse
Marizete de Melo, tia de Jackline. Ela revelou que a sobrinha tinha planos
de se tornar uma designer de interiores
Marizete faz um alerta aos pais de adolescentes: a qualquer sinal de algo
errado, contatem as autoridades. “Não podíamos pensar que algo assim pudesse
acontecer com Jackline. É necessária muita atenção com as companhias de
nossos filhos”, ressaltou, emocionada.
Relembre o caso Janaína Reis
Muitas
são as semelhanças entre os assassinatos de Jackline e Janaína Reis, o desta
última ocorrido em 1º de outubro de 2005. Bonitas, as duas tinham 17 anos
quando foram mortas, ambas em Deerfield Beach, pelos ex-namorados por causa
de ciúmes. O crime no ano passado, porém, foi presenciado por várias pessoas.
A curitibana Fernanda Gomes descreveu ao AcheiUSA, naquela ocasião, como o
porto-riquenho Juan Rafael Arrieta-Rolon puxou o gatilho da arma apontada
para a cabeça de Janaína, na área comum do condomínio Water’s Edge (antigo
The Point). “Ele não gostou de uma brincadeira e acabou cometendo aquela
loucura”, disse a amiga, lembrando que o estampido a deixou surda – e
traumatizada. Janaína estava incomodada com o ciúme doentio de Juan, que não
concordava com a separação. Ele foi preso e aguarda julgamento, podendo
pegar prisão perpétua ou até mesmo a pena de morte.
Por Carlos Wesley - AcheiUSa
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