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'Coiotes' são suspeitos
de seqüestro de bebê
Policiais
da Flórida e agentes do FBI continuam mobilizados para descobrir o paradeiro
do bebê Bryan dos Santos Gomes, filho de brasileiros, seqüestrado no dia 1º
de dezembro, em Fort Myers. Com apenas um mês de vida (nasceu em 3 de
novembro de 2006), a criança foi levada das mãos da mãe, Maria de Fátima
Ramos dos Santos, por uma mulher de longos cabelos pretos, com cerca de 30
anos de idade.
As investigações indicam que o caso pode ter ligação com a dívida dos
brasileiros com o esquema de entrada ilegal nos EUA.
O seqüestro aconteceu depois que Maria de Fátima e uma amiga compareceram a
uma consulta médica do recém-nascido. A suspeita, provavelmente de origem
hispânica, parou a sua caminho-nete preta para pedir informações, justamente
no momento em que a brasileira ia entrar no ônibus.
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SUSPEITA |
Ela seguiu a condução e, na descida do ponto,
próximo ao Tropical Trailer Park, teria insistido para que Maria de Fátima
entrasse na caminhonete para ajudá-la a encontrar o endereço naquela
vizinhança. De acordo com o depoimento das tes-temunhas, a motorista, depois
de percorrer algumas quadras, tirou uma faca e anunciou o seqüestro.
Maria de Fátima foi deixada a mais de 15 milhas daquele local, mas o seu
drama estava apenas começando: a Polícia acredita que a seqüestradora tinha
tudo planejado, pois levava em seu automó-vel uma cadeirinha de criança, bem
como uma bolsa com fraldas.
Desde então, a Polícia tem agido com rigor em todo o estado, parando
caminhonetes pretas nas ruas e checando cada denúncia.
Durante toda a semana, o seqüestro de Baby Bryan foi assunto no noticiário
da mídia norte-americana e brasileira, inclusive no programa “America’s Most
Wanted”, que foi ao ar com uma reportagem especial sobre o caso. O pai do
bebê, Jurandir Gomes Costa, apareceu chorando em canais de televisão de rede
nacional, como CNN e Fox, suplicando pela vida do único filho. Da mesma
forma, Maria de Fátima está inconsolável. “Ele é a única coisa que eu tenho”,
repetia a mãe. O casal, que vive há um ano nos EUA, vem recebendo a
solidariedade da comunidade brasileira, que na sexta-feira (dia 8 de
dezembro) organizou uma vigília pela vida da criança, em frente à Corte
local.
O
casal não quis comentar a suspeita do envolvimento de coiotes no seqüestro,
mas os dois admitem que estão devendo dinheiro a um grupo que facilitou a
entrada pela fronteira com o México. No site de um jornal daquela região,
muitos internautas (mais de 70% do total) demonstraram que, apesar de
torcerem para a Polícia encontrar o pequeno Bryan, querem que Jurandir e
Maria de Fátima sejam deportados.
Quem tiver informações sobre o caso deve ligar para o telefone
1-877-667-1296.
A recompensa está em 21 mil dólares.
Programa em rede nacional deve ajudar a
desvendar mistério
O programa “America’s Most Wanted” é visto
por milhares de pessoas, todos os sábados na FOX. Em cada edição,
jornalistas vão atrás de histórias como a de Brian e tentam, com a ajuda dos
milhares de telespectadores, buscar pistas e encontrar as vítimas. Feito em
parceria com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas, o programa
nasceu depois do seqüestro e morte do filho do apresentador John Walsh, há
25 anos.
John Turchin foi o repórter enviado para fazer a cobertura em Fort Myers.
Ele e sua equipe passaram a semana inteira buscando pistas do paradeiro de
Bryan e, apesar de todo o trabalho, confessou que torcia para que o programa
não fosse ao ar: “Isso teria acontecido se o bebê fosse achado até sábado. É
tudo muito triste”, disse, acrescentando que jamais viu um time de policiais
tão empenhados em solucionar um caso.
Por Carlos Wesley - AcheiUSa Newspaper
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