Polícia intensifica
as buscas pelo bebê seqüestrado
Quase
um mês se passou e a Polícia ainda não conseguiu descobrir o paradeiro de
Bryan dos Santos Gomes, de apenas dois meses de vida, seqüestrado no dia 1º
de dezembro, em Fort Myers. De acordo com as investigações, os pais do bebê,
os brasileiros Maria de Fátima dos Santos e Jurandir Gomes, teriam uma
dívida com os coiotes que facilitaram a entrada do casal pela fronteira com
o México e o crime pode ter sido cometido em represália à falta de pagamento.
A linha de atuação das autoridades leva até o mineiro de Governador
Valadares Valter Coelho, que pode ter ligação com os atravessadores. A
Polícia garantiu que está intensificando as buscas e tem esperanças de
resolver o caso até o final do ano.
Bryan foi levado das mãos de sua mãe, quando uma mulher de origem hispânica
e dirigindo uma caminhonete escura a ameaçou com uma faca. O fato ganhou
repercussão internacional. A imprensa brasileira apresentou reportagens
diretamente do local do crime. Em vários canais da televisão norte-americana,
as características do seqüestro foram debatidas em programas de horário
nobre. Na Fox, por exemplo, um ex-promotor chegou a questionar a primeira
versão apresentada pela brasileira, alegando algumas incongruências no seu
depoimento.
O assunto também mereceu imenso destaque nas páginas dos jornais do Sul da
Flórida. Um deles, o Bonita News, chegou a colocar em seu site uma enquete
sobre o caso. Alguns leitores se manifestaram de forma até ríspida em
relação ao casal: “Apesar do drama que estão vivendo, os dois brasileiros
devem ser deportados porque entraram nos EUA de forma ilegal. O Governo não
pode abrir brechas na lei”, comentou um deles.
De uma forma geral, no entanto, a família de Bryan recebeu a solidariedade
dos moradores da região, que organizaram uma vigília para pedir pela saúde
do bebê.
Quanto
à situação de Valter Coelho, a Polícia se apressa em dizer que ele não é
considerado suspeito do seqüestro, mas o brasileiro, que mora em Lehigh
Acres chegou a ficar detido por alguns dias. Ele já estava em processo de
deportação, que nada tem a ver com o fato de ser considerado “pessoa
interessada” no seqüestro de Bryan. Coelho, que está na América ilegalmente,
já havia sido solicitado a comparecer à Corte e, como não cumpriu a ordem,
teve seu processo de deportação deflagrado. A Polícia acha que ele mantém um
esquema de entrada ilegal de imigrantes nos EUA.
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