Collor admite seu
“equívoco”
Demorou quase duas décadas,
mas o ex-presidente Fernando Collor de Mello admitiu que o bloqueio dos
depósitos bancários realizado em seu governo, no ano de 1990, “foi um
equívoco”. No entanto, o mea-culpa do alagoano não foi completo, já que ele
disse que foi obrigado a adotar aquelas medidas por força da conjuntura
econômica. “Havia excesso de dinheiro em circulação, o que ameaçaria o
congelamento de preços”, disse o atual senador.
Para quem não se lembrar, o Plano Collor, pacote econômico anunciado no dia
da posse do novo presidente, tinha como objetivo principal acabar com a
inflação galopante no Brasil. As medidas foram sugeridas pela então ministra
da Economia, Zélia Cardoso de Mello, e consistiam na retirada de moeda de
circulação com um bloqueio dos numerários depositados em bancos, que se
mantinham em Cruzados Novos. A população só foi autorizada a retirar uma
quantidade limitada de dinheiro, já em Cruzeiros, a nova moeda brasileira.
Nunca é demais lembrar que, naquela campanha presidencial, Collor havia
garantido que não faria qualquer confisco da poupança, o que acabou
acontecendo.
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