Serviço comunitário
para imigrantes
Na Inglaterra, idéia vem
ganhando força
Ministro das Finanças da Grã-Bretanha, e provável futuro primeiro ministro
do país, Gordon Brown sugeriu que os imigrantes façam serviços comunitários
antes de receberem a cidadania. Segundo ele, a idéia tem por objetivo
familiarizar os estrangeiros com o povo e a cultura inglesa. Ele afirmou que
o exame de cidadania não deve ser a única forma de acesso aos documentos
legais naquela nação e disse que o voluntariado poderia comprovar o
interesse do imigrante em fazer parte da comunidade.
Mobilidade
“Eu acredito que quando existe tanta mobilidade entre nações e países,
quando sentimos profundamente que ser um cidadão britânico é algo de que
devemos nos orgulhar, então deveríamos enfatizar que cidadania é mais do que
um teste, mais do que uma cerimônia”, disse o ministro, acrescentando que
cidadania significa que existem regras comuns e padrões estabelecidos, que
devem ser seguidos por todos.
Assunto delicado
Em entrevistas anteriores, Brown já havia tocado no delicado assunto da
imigração e, em outras oportunidades, enfatizou a importância do pleno
conhecimento da língua inglesa por parte dos imigrantes. Os trabalhos
comunitários seriam uma segunda etapa do processo de cidadania, do qual
também constaria a prova de cidadania, com questões acerca da história e da
cultura britânicas.
A idéia, porém, não vem agradando todo mundo, especialmente as entidades que
cuidam dos interesses dos imigrantes. Habib Rahman, do Conselho Conjunto
para o Bem-Estar do Imigrante, lembrou que serviço comunitário compulsório é
normalmente imposto como pena para criminosos. “Estamos preocupados com a
proposta de que ele seja uma condição para a cidadania”, disse Rahman.
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