Filhos de ilegais
mobilizam serviço social
Pró-imigrantes querem a liberação
de 21 indocumentados presos em fábrica de MA
Dentre as 361 pessoas detidas numa
fábrica de Massachusetts, em março, muitas delas possuem filhos, que estão
sob cuidados do Estado. E é justamente pelas crianças que os representantes
do serviço social estão intercedendo junto às autoridades de Imigração pela
liberação de 21 trabalhadores, alguns deles já transferidos para uma
penitenciária do Texas. Até mesmo o senador Edward Kennedy (democrata de MA)
mandou uma carta ao secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff,
sugerindo que os detidos nesta situação sejam soltos e fiquem sob supervisão,
“para evitar uma crise humanitária”.
Apesar de já terem liberado nove presos depois de entrevistas e da promessa
de que voltariam à Corte no futuro, os representantes do Departamento de
Segurança Nacional não acenaram com uma saída imediata. “Nosso trabalho é
fazer com que a lei seja cumprida e vamos fazer isso de forma agressiva, mas
também com sensibilidade. No entanto, descumprir a lei não é uma opção para
nós e o procedimento será feito regularmente”, disse Russ Knocke,
acrescentando que 20% dos trabalhadores detidos já tinham ordem de
deportação contra eles.
Os pedidos eram pela liberação dos detidos que têm filhos entre dois e 16
anos de idade, sendo que alguns deles necessitam cuidados especiais. Há
informações que uma criança de sete meses e ainda em fase de amamentação
estava desidratada, pois não se acostumou à fórmula. O argumento principal
dos que defendem a idéia da liberação é que as crianças e adolescentes
nasceram nos Estados Unidos e são, portanto, cidadãos norte-americanos.
A operação que prendeu os empregados da Michael Bianco, Inc. (MBI) foi
conduzida pelos agentes do Immigration and Customs Enforcement. Na ocasião
também foram detidos o dono da companhia, Francesco Insolia, e três gerentes
da fábrica, acusados de empregarem imigrantes ilegais.
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