Postura republicana é
contrária à anistia
Tanto o presidente Bush como
os senadores republicanos querem que a reforma imigratória tome como base a
política de segurança nacional.
Bush nega-se a aceitar um projeto que outorgue uma anistia aos
indocumentados e propõe um plano abrangente de trabalhadores temporários,
mas reconhece que se deve ajudar de alguma forma os 12 milhões de imigrantes
que vivem no país.
No caso de incluir uma via de legalização, a Casa Branca pede que cada
indocumentado beneficiado saia do país para poder ser fichado pelos
organismos de segurança e pague uma pesada multa por ter permanecido de
maneira ilegal nos Estados Unidos.
A base do debate
Os senadores democratas decidiram que, como ponto de partida para o debate,
se discuta a reforma imigratória aprovada pelo Senado em 25 de maio de 2006
e que ficou estagnada devido a uma disputa partidária.
O plano inclui segurança fronteiriça, freio à imigração ilegal, muros na
fronteira com o México, aumento do orçamento para a patrulha fronteiriça,
construção de centros para deter indocumentados, aumento de multas a
infratores da lei de imigração e divide a população imigrante em três grupos
e cada um deve ser tratado de maneira diferente.
• Grupo 1. Integrado por indocumentados que moram a mais de cinco
anos nos Estados Unidos. Receberiam uma residência temporária de seis anos e
depois a residência permanente. Onze anos mais tarde poderiam solicitar a
cidadania. Seriam beneficiados 7,8 milhões.
• Grupo 2. Integrado por indocumentados que moram a mais de dois anos
e menos de cinco no país. Deveriam registrar-se num posto fronteiriço e se
qualificariam para uma permissão temporária de trabalho até que atingir
cinco anos de estadia. Passados cinco anos, devem cumprir com os requisitos
do Grupo 1. Seriam beneficiados 3,5 milhões.
• Grupo 3. Integrado por indocumentados que moram a menos de dois
anos nos Estados Unidos. Não se qualificariam para nenhum tipo de benefício
e deveriam sair do país. Afetaria 1,4 milhão.
Os democratas reiteraram que, embora o plano não seja perfeito, trata-se de
um parâmetro para se iniciar o debate e pode receber emendas para melhorá-lo.
A Câmara de Deputados não anunciou nenhum acordo entre os dois partidos a
favor de um só projeto de reforma imigratória
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Por Antonio Tozzi - AcheiUSA
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