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Associação e rede de solidariedade para brasileiros

O caso de Creuzenir Coris foi um divisor de águas para a comunidade brasileira. A jovem de Rondônia que veio para a Flórida em busca de sonhos e encontrou uma triste realidade após um acidente de moto que a deixou paraplégica serviu pelo menos para mobilizar a comunidade e demonstrar que a solidariedade subjacente aflorasse de uma maneira forte e bonita

Mais do que tudo serviu para que um grupo de voluntários se unisse em torno de uma proposta abrangente para dar assistência aos brasileiros que sofrem por falta de condições financeiras e por desconhecimento do idioma inglês e do funcionamento do sistema americano.

A fim de resolver o impasse para o transporte de Creuzenir, foram feitas várias ações que resultaram na arrecadação de fundos para sua volta ao Brasil e até mesmo uma verba suplementar para ajudar no custeio de adaptação de sua casa em Rondônia de maneira a acomodá-la melhor em função de sua impossibilidade de locomoção.

Entretanto, esse grupo acredita que a formação de uma associação pode ser o caminho para auxiliar casos graves e também casos menores. “Seria uma associação nos moldes do Salvation Army”, comentou Gilberto Faria, da Top Stop Body Shop, um dos entusiastas do projeto.

O grupo que se reuniu na casa do próprio Faria identificou que o principal problema enfrentado pelos patrícios está na área da saúde. Ou, então, no transporte de corpos, em caso de falecimento de pessoas.

Leonardo Oliveira, também integrante do grupo, trabalha na Therapies for Kids, clínica especializada em atendimento infantil. Por estar mais inserido na sociedade americana , ele sabe que há caminhos a serem percorridos que podem ajudar os menos favorecidos. Até porque sua esposa é presidente de duas associações de fundos para crianças.

A idéia do grupo, integrado também por Jorge Nunes do AcheiUSA, é concentrar esforços prioritariamente no apoio a brasileiros, mas também a imigrantes de outras nacionalidades, se for o caso. O organograma da associação contempla a figura de um presidente e de dez diretores, além de voluntários. Aliás, deve ficar claro que também a diretoria é formada por voluntários que doarão seu tempo livre e contribuição financeira em prol de uma causa nobre.

Segundo Oliveira, a associação será uma organização sem fins lucrativos cujos objetivos é amparar os brasileiros em dificuldades através de dois programas: um emergencial e outro de campanhas de arrecadação de fundos. “Os casos menores podem ser resolvidos com a participação de um ou outro diretor e alguns voluntários. Por exemplo, se algum patrício precisar ser atendido em um hospital local e não tem status legal posso conseguir vaga ligando para o hospital. Ou, então, alguém precisa de um carro velho para trabalhar e podemos conseguir e assim por diante. Os casos maiores exigem campanhas para arrecadação de fundos, que deverão também destinar 10 a 15% do total para a manutenção da entidade”, comentou Oliveira.

A única preocupação do grupo é evitar que alguém aproveite para angariar popularidade em causa própria. Porém, como todos estão conscientes disto, parece que este problema não existirá.

Quem quiser se associar ou saber mais sobre a proposta da associação pode entrar em contato com Gilberto Faria pelo telefone (954) 781-0000 ou com Leonardo de Oliveira pelo telefone (954) 907-6783.
 



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