Brasileiro de Broward
dá show no Vale-Tudo
Gesias Cavalcante nocauteou
adversário em 26 segundos

Gesias (D), detonou o adversário
diante de 60 mil pessoas.
“Pezão” (E) foi desclassificado
Apenas 26 segundos: este foi
o tempo que o lutador Gesias Cavalcante precisou para detonar o seu
adversário, o norte-americano com descendência vietnamita Nam Pham, no K-1
Dynamite USA. O evento aconteceu no Coliseu de Los Angeles, no dia 2 de
junho, reunindo cerca de 60 mil pessoas no estádio, um recorde nos Estados
Unidos em lutas de Vale-Tudo – isso sem falar nos mais de 120 mil
telespectadores que assistiram aos 10 combates da noite pela HBO Showtime.
“Agradeço a quem está sempre do meu lado, apoiando a minha carreira. Mais um
na lona!”, vibrou o carioca, após detonar o adversário, a quem nocauteou com
uma seqüência de socos. Gesias é atleta do American Top Team, de Coconut
Creek, e mora em Fort Lauderdale há mais de quatro anos. Estrela de primeira
grandeza do esporte, ele é da categoria leve (até 70 kg) e conquistou seu
segundo título de expressão, nos últimos seis meses – o outro foi o cinturão
do Hero’s no Japão.
Outro grande resultado para o Brasil foi a vitória de Royce Gracie sobre
Kazushi Sakuraba, numa revanche decidida por pontos. Eles já haviam se
enfrentado em 2000, com vitória do japonês depois de quase duas horas de
luta – na ocasião o brasileiro quebrou o pé. Aliás, Sakuraba recebeu o
apelido de Gracie Hunter (Caçador de Gracie), pois venceu os combates contra
outros três membros da família mais tradicional do Vale-Tudo, Renzo, Royler
e Ryan.
A decisão unânime dos juízes acabou premiando a maior iniciativa de Royce
nos três rounds. “Estava com aquela derrota engasgada, mas tudo correu como
esperava”, afirmou o brasileiro. Apesar da vitória incontestável, Royce
demonstrou humildade e disse que Sakuraba “ainda está no topo do Vale-Tudo”.
Uma coisa é certa: a platéia, que contava com celebridades como o ex-jogador
de basquete Dennis Rodman e o ator Nicholas Cage, acompanhou um embate
histórico, de duas lendas vivas do esporte.
A má notícia ficou por conta do outro brasileiro do card, Antônio Silva ‘Pezão’,
desclassificado do K-1 Dynamite por motivos médicos – um cisto na glândula
pituitária. A decisão da Comissão Atlética do Estado da Califórnia gerou
protestos, pois o problema vem sendo tratado há dois anos e jamais impediu a
presença do atleta em outros torneios.
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