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Reforma imigratória sofre duro golpe

Milhões de indocumentados viram frustradas suas esperanças de legalização, após o Senado americano ter rejeitado pela segunda vez, no último dia 7 de junho, uma moção do líder da maioria democrata, Harry Reid (Nevada), para limitar a apresentação de emendas ao plano básico de reforma imigratória preparado por uma comissão tripartite entregue ao final de maio e convocar o plenário para votá-lo o mais rápido possível.

Por 45 votos a favor e 50 contra, os senadores se negaram a respaldar o procedimento conhecido como “motion for cloture”, deixando em suspenso as discussões até que os líderes da Câmara Alta se coloquem de acordo e anunciem um novo compromisso.

A gestão de Reid necessitava 60 votos para limitar o debate a no máximo 30 horas e sua rejeição significou que podem ser apresentadas emendas sem fim, fazendo com que este debate fique interminável, sem possibilidades de aprovação este ano, disseram fontes legislativas.

Federico de Jesús, porta-voz do líder democrata, indicou que com o fracasso da segunda votação “o projeto original de reforma corria o risco de ser mudado e praticamente eliminar a via de legalização” recomendada para milhões de indocumentados.

A decisão do Senado - de não limitar o número de emendas ao projeto de reforma imigratória – pode ser interpretado como um severo golpe ao presidente George W. Bush, que respaldou desde o começo o plano que permitiria legalizar a maioria dos indocumentados que vivem nos EUA.

O mandatário exige que o plano de legalização seja deflagrado uma vez que sejam cumpridos todos os objetivos de segurança contidos na proposta básica da reforma.

Apesar da desillusão com a decisão do Senado, os deputados Luis Gutiérrez (democrata de Illinois), autor de un projeto de reforma ampla - juntamente com o republicano Chuck Hage - afirmou que “a luta não terminou”, e assegurou que “continuaremos lutando por algo que acreditamos ser correto e necessário”.



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