Talento Nosso:
Pernambucano fiel às suas raízes musicais
Prestes a
lançar seu primeiro CD, Kleber Oliveira mistura forró, xote e maracatu
Filho
de peixe... bem, o ditado é batido, mas no caso do músico Kleber Oliveira
ele funciona. Pernambucano radicado na Flórida, ele teve em casa dois bons
exemplos de paixão pela música: a mãe, com formação em acordeão, sempre
serviu de referência na vida; no entanto, foi com o pai, violonista que
tocou em grupos de chorinho no Recife, que ele começou a se interessar pela
arte. “Aos oito anos de idade já acompanhava meu pai nos ensaios e tentava
repetir as posições e tirar algumas notas no violão”, recorda Kleber.
Sua formação misturou estilos musicais e na infância ouvia muito Nelson
Gonçalves, Orlando Silva e Vicente Celestino, entre outros. Já na
adolescência, passou a admirar o trabalho de Alceu Valença, Zé Ramalho,
Fagner, Belchior, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo, todos
nordestinos como ele. “Me identifiquei com o som marcante do forró, maracatu,
frevo, xote e tudo o que a minha terra produz de melhor”, enfatiza.
Na esteira destes artistas consagrados, um grupo de novos músicos do Recife
chegou a organizar um grande evento, o ‘Canta Sabiá’, e Kleber era um deles.
Participou de muitos festivais no Brasil, mas a Flórida estava no seu
caminho e foi para cá que ele trouxe a sua bagagem musical, em 2005. No MPB-USA,
concurso de música realizado na nossa comunidade na América, competiu com as
canções ‘Entre os teus braços’ e ‘Ao cair daquela tarde’. Com o conterrâneo
Nando Cordel, se apresentou nos shows do artista nos condados de Miami-Dade
e Broward, em 2006, em performances que ele guarda vivas na memória:
“Cantamos juntos ‘Flor de cheiro’ e ‘Asa Branca’. Foi demais Ele é uma
referência para mim!”, vibra.
Kleber agora tem um novo desafio pela frente. Ele planeja lançar em breve o
seu primeiro CD, abrangendo vários estilos musicais, num trabalho que possa
refletir um pouco da sua formação e do seu gosto pela música, especialmente
a regional. “A cultura brasileira é muito rica e merece ser divulgada em
todo o mundo”, finaliza o músico.
Por Carlos Wesley - AcheiUSA
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