Um brasileiro na
Polícia de Broward
Você
conhece a cidade de Ipu, no Brasil? Não? Nunca ouviu falar? Pois saiba que
esta cidade fica no interior do Ceará e é terra natal de Goelde Reginaldo.
Para quem não sabe, o cearense veio para os Estados Unidos ainda adolescente,
no início da década de 80, e se radicou em New Jersey, no nordeste do país.
Ou seja, Goelde trocou o nordeste do Brasil pelo dos EUA.
A história de vida dele é semelhante à de milhões de imigrantes que precisam
trabalhar duro para se manter, portanto ele fez várias coisas durante sua
vida nos Estados Unidos. Desde cedo, se envolveu com o inglês e se encantou
com o idioma, por isto decidiu imigrar para um país de língua inglesa e
escolheu os EUA.
Em 1996, ele mudou-se para a Flórida a convite de um dos irmãos.
Acabou gostando e não saiu mais. No ano seguinte, sua irmã também veio do
Brasil para viver aqui. Infelizmente, em 2001, ela faleceu e Goelde adotou
seus dois filhos. Hoje, é legalmente pai dos sobrinhos e está namorando e de
casamento marcado. Logo, vai constituir uma família tradicional, com pai,
mãe e filhos.
Ingresso na polícia
Certa vez, numa Job Fair realizada na Primeira Igreja Batista do Sul da
Flórida, em 2004, alguns policiais do Broward Sheriff Office foram lá para
falar sobre as oportunidades de trabalho no departamento de polícia local.
Goelde se interessou e candidatou-se para alguns cargos disponíveis.
No ano seguinte, foi chamado para integrar a equipe de policiais do Broward
Sheriff Office. Ele está trabalhando no departamento desde 2005 e atua no
Porto de Everglades. Sua função é monitorar as 200 câmeras instaladas no
porto para verificar alguma atividade ou indivíduo suspeito para dar o
alarme, providenciar atendimento a pessoas que retornam de cruzeiros e
estejam passando mal e manter os arquivos de segurança dos computadores
atualizados.
Aliás, a área de informática fascina Goelde: “Meu sonho é trabalhar no
Departamento de Tecnologia de Informação para investigar crimes ligados a
este setor e também tenho interesse por forensics (um setor que procura
reconstituir dados para elucidar crimes)”.
Além disto, por falar português, é requisitado para ajudar nas traduções, em
casos onde as pessoas não falam inglês ou que se sentem mais confortáveis
falando português. Recentemente, ele foi chamado por outros policiais para
intermediar uma conversa entre eles e alguns brasileiros que moram na Sample
Road e 5th Street, em Pompano Beach, “a respeito de um suicídio ocorrido no
local.”, contou goelde.
Documentação necessária
Ao contrário do que muita gente imagina, não é preciso ser cidadão americano
para trabalhar no Broward Sherrif Office, conforme explica Goelde: “Eu mesmo
tenho o Green Card e, quando comecei a trabalhar, tinha apenas a permissão
de trabalho, o que já é suficiente para ser aceito, além de dominar o inglês,
é claro”. Neste caso, há algumas restrições. Para se tornar um policial de
rua e portar armas, é preciso, sim, ser cidadão americano. Está aí uma
grande oportunidade para quem está em busca de uma atividade nobre, apesar
de perigosa.
Por Antonio
Tozzi - AcheiUSA Newspaper
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