Um mártir brasileiro
no Hizbollah
Adolescente
que integrava grupo terrorista morreu em combate
O Hizbollah, a
organização política e militar dos muçulmanos xiitas do Líbano, tem agora um
mártir ‘brasileiro’. O adolescente Ibrahim Saleh, de 17 anos, filho de uma
paulista, morreu atingido por um míssil durante um combate entre o grupo
terrorista e soldados israelenses.
O rapaz, que tinha o sonho de morrer lutando numa guerra, virou um herói
naquela região, no sul do país.
Ibrahim se sentiu atraído pela ideologia do grupo xiita ainda criança. Com
sete anos de idade começou a aprender a lutar e aos 13 foi convocado para
lutar na guerra. “Ele dizia que não queria ter uma morte qualquer, como em
um acidente de carro. Queria ser ‘shahid’ (mártir), morrer na guerra”,
contou uma tia do rapaz. Segundo informações, ele tinha um sorriso nos
lábios quando foi encontrado morto.
Shakibah, a mãe de Ibrahim, diz não ter ficado triste com a morte do filho e
possui outro filho nas fileiras de guerra. Desde a morte do filho ela vem
recebendo os parabéns dos vizinhos. O jovem, que tinha dupla nacionalidade
por ter mãe brasileira, jamais visitou o Brasil, mas sempre recebia a visita
dos primos paulistas. Um outro parente de Ibrahim calcula que existam hoje
pelo menos 30 mil adolescentes no sul do Líbano prontos para o combate,
entre eles um outro filho de Shakibah.
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