Age Garcia conquista espaço nos EUA com
estilo próprio
O pianista que tem jazz nas veias
O
jazz, como todos sabem, é o ritmo musical que mais permite improvisações.
Portanto, cada artista cria seu próprio estilo. Este é o caso do brasiliense
Age Garcia, que se inspirou em craques da música como Egberto Gismonti e
Bill Evans. Este estilo personalizado garantiu ao brasileiro, de 40 anos,
conquistar seu espaço no cenário internacional como instrumentista,
compositor e diretor musical.
Age Garcia começou seus estudos piano clássico aos 17 anos de idade. A
partir daí, ele fez diversos cursos e workshops. Paralelamente a isto, sua
carreira floresceu. Ele fez uma série de shows instrumentais e eletrônicos
por todo o Brasil, além de ter sido convidado para abrir o show do americano
Roben Ford, quando tocou com o artista argentino de blues Valentin Cora.
Seu compromisso profissional com a música o transformou em Diretor Musical
do espetáculo Café Concerto, apresentado no Teatro Nacional de Brasília. Foi
ainda responsável pelas produções musicais das peças Marragone, O Cara e
Salomé.
Professor de piano e teclados na Escola de Música ArteMed, em Brasília, Age
entrou fundo no mundo do show business como compositor de produções musicais
e trilhas sonoras para filmes de curta-metragem.
Carreira internacional
Age lançou Giral, seu primeiro disco, juntamente com o baterista e
percussionista André Togni, seu amigo pessoal. Na época, fez ainda uma turnê
nacional e um show multimídia, também batizado de Giral, onde combina sua
música com artes visuais (criado pelo artista Humberto Brasil). O espetáculo
foi destacado na capa da revista brasileira Mulltimidia em 2000. Giral é
considerado o mais importante trabalho de Age Garcia, antes de Alabastro.
Ele e André Togni foram os compositores das faixas deste disco instrumental,
que foi lançado também no mercado internacional. “As composições musicais de
Age são muito criativas e ele é bastante talentoso, com uma musicalidade
extraordinária”, declarou o maestro tcheco Bohumil Med.
Claro que seu talento ficou pequeno demais para Brasília e Age partiu em
busca de outros horizontes. Durante sua carreira, tocou com vários artistas
na Capital Federal, em São Paulo, em Paris e em Miami – onde acabou se
radicando, a fim de dar ainda mais impulso à sua carreira internacional.
Discos
Em
2002, ele lançou o álbum Alabastro com o Age Garcia Trio – com Age Garcia
(piano), David Wertman (baixo), Aldo Ramon (baixo) e Neal Backman (bateria e
percussão). O disco, produzido por Tom Harney para o selo Golden Dome
Records, foi lançado inicialmente na Europa. Algumas músicas de destaque do
disco são Little Bells For Jane, Nardo Purdo, Alabastro, Creating Wings, So
Far, Piano De Barro e Alegre.
Neste ano de 2007, o Age Garcia Trio vem com dois novos trabalhos: It’s All
for Him, com canções como Zao, Impressions, Vidas e It’s All for Him, e Boa
Nova, com destauqe para as faixas Puzzle, Many Miles, Keep Going e Teo.
Para quem não conhece o trabalho de Age Garcia, vale a pena ficar atento.
Além de poder adquirir um de seus discos, o jeito é acompanhar a agenda de
shows no sul da Flórida para ver onde ele está se apresentando. Recentemente,
ele tocou no Gauchos Rodizio Piano Bar e em outros restaurantes brasileiros.
Age Garcia é mais um talento brasileiro que pode ser apreciado nas noites
floridianas. Quem sabe você não concorde com o crítico musical Shaun Dale,
da revista Jazz Review, que escreveu em seu artigo: “Alabastro parece um
exercício de prazer na interpretação do jazz básico mesclado com a sutileza
de new age”. Em outro trecho, ele saúda a vinda de Age para os EUA e diz que
está ansioso para ouvir os novos trabalhos do Age Garcia Trio.