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O som universal do
Prato Principal
Anotem
aí. Prato Principal é o nome da banda do momento. O CD do grupo “Inmigracion”,
lançado no dia 14 de junho, marca o ingresso do Prato Principal no
fechado clube de artistas que conta com um esquema de distribuição
profissional. Afinal, o CD do grupo foi produzido e é distribuído pelo
selo Fabrika J&N/Sony/BMG. Isto significa que o disco pode ser
encontrado nas principais lojas dos Estados Unidos.
Paralelamente ao lançamento, em breve começa a ser veiculado na MTV
Latina, na VH1 Latina e em outras emissoras um vídeo do grupo chamado “Inmigracion”,
a faixa de trabalho do disco, que contém 12 faixas – todas de autoria da
dupla Leo Lebellot e Alexandre Stry. O vídeo foi gravado em Los Angeles
e em Miami.
“Espera aí, estes nomes são conhecidos”, devem estar pensando alguns
leitores. É verdade. Muitos brasileiros já ouviram a banda Prato
Principal, quando começou há nove anos. Numa conversa descontraída com
Leo (baixista e vocalista) e Alex (guitarrista e vocalista), eles
contaram como foi o caminho do anonimato para sucesso.
Como surgiu – A banda foi criada a partir da idéia de Leo e Alex
em ser uma banda cover para tocar músicas de grupos como O Rappa,
Paralamas do Sucesso e outros. Os dois amigos, embora naturais do Rio de
Janeiro, se conheceram aqui no sul da Flórida e sentiram que possuíam o
mesmo interesse: tocar canções de bandas que admiravam.
O que era apenas um hobby passou a ganhar força. Eles passaram a se
apresentar em restaurantes e bares brasileiros e agregaram outros
integrantes. Entretanto, a banda não conseguia se firmar. “Em 1998,
resolvemos dar um tempo para ver o que tínhamos de músicas prontas e
vimos que havia muita coisa interessante”, conta Leo.
Eles sentiram que daria para juntar as influências que cada um trazia
para formar um repertório atraente. Leo, por exemplo, gosta de hip hop,
rap (pelo menos, o autêntico) e ragga muffin. Já Alex pende mais para um
som de reggae e MPB. Era um bom começo, mas a banda estava incompleta.
Durante um ensaio, leram num jornal brasileiro que Flávio Calixto estava
procurando uma banda. O contato foi feito e a empatia imediata. Ele
trouxe o rock’n’roll para ampliar o mix, que ficou completo com a
entrada de Nilton Strazzi, responsável pela parte de sopros do Prato
Principal, sobretudo saxofone e flauta, influência de sua admiração pelo
jazz.
Depois de fazer um périplo pelos bares e restaurantes brasileiros, a
banda começou a ser convidada para abrir shows de artistas brasileiros
que se apresentaram na Flórida. Assim, tocaram quando vieram os
Paralamas do Sucesso, Nativos (atualmente, Natiroots), Sandra de Sá e
Moraes Moreira.
Do português para o espanhol – O som da Prato Principal chamou a
atenção de Kiki Posadas, que convidou os rapazes a representar o rock
brasileiro na famosa festa da Calle Ocho. A identificação do público
hispânico com a banda foi imediata. E deles com os latinos. Não é à toa.
O pai de Leo é argentino e Alex também tem primos na Argentina. “Eles
acham que nosso sotaque é argentino e acham interessante”, diz Alex.
Hoje, o repertório da banda é 80% em espanhol e 20% em português. Aí,
passaram a abrir shows de bandas latinas como Rabanes, Los Piojos e
Bacilos. “É legal podermos mostrar que os brasileiros sabem produzir
outro tipo de som além do samba e pagode. E que os latinos não se
limitam à salsa e à rumba”, explica Alex.
A música deles é universal, não se prende a um ritmo específico e junta
elementos de diversas fontes para desaguar num trabalho próprio. E as
letras possuem um sentido de crítica social.
“Inmigracion”, que foi composta originalmente em português e depois
traduzida para o espanhol, demonstra um problema comum entre os
latino-americanos. Além das influências brasileira e latina, a banda
também busca inspiração nos músicos americanos e ingleses, como Jimmy
Hendrix e Led Zeppelin. Para demonstrar a versatilidade do grupo, eles
cantam também em inglês.
Música já é sucesso – Para comprovar que nada vem de graça na
vida, Leo e Alex gravaram uma fita demo e mandaram para um programa de
rock da Salsa 98 em 2003. Em pouco tempo de execução na rádio, a música
(Prato Principal gravou um single) chegou ao terceiro lugar. “Isto sem
nenhum tipo de promoção ou esquema de marketing. Viemos lá de baixo”,
lembra Leo.
O show de lançamento do CD ocorreu na boate Macarena, em Miami Beach, e
reuniu representantes do selo fotográfico, da mídia e convidados, além
de Márcia Olival, empresária do Prato Principal.
Eles admitem que ainda estão acostumando-se com a fama. “Já demos alguns
autógrafos e temos pessoas que nos acompanham em nossas apresentações.
Obviamente, a faixa etária dos nossos fãs situa-se entre os 15 e 30 anos.
Mas tem um pessoal mais velho que também aprecia nosso som”, revela Leo.
Agora, eles estão preparando-se para uma turnê pelos Estados Unidos e
Porto Rico para divulgar o primeiro disco. Se depender de torcida, eles
esperam finalmente poder dedicar-se exclusivamente à música, gravando
novos discos e fazendo shows.
Entretanto, eles sabem ser preciso manter a disciplina e a humildade
para não se deixar levar pelas armadilhas que a possível fama pode
trazer. “Uma das coisas que precisamos fazer é manter nossas origens.
Sem esta de seguir outra tendência musical apenas porque está na moda”,
alerta Alex.
Por isso, eles fazem questão de agradecer o apoio recebido da comunidade
brasileira, no início da carreira. “Sempre fomos bem tratados pelos
brasileiros e pretendemos nos manter fiéis ao nosso povo. Assim, fazemos
questão de sempre cantar músicas em português. Além de ser uma maneira
de divulgar ainda mais nosso idioma, serve para aproximar os latinos de
língua espanhola de nós, brasileiros. Afinal, somos irmãos americanos e
temos muita coisa em comum”, filosofam Leo e Alex.
Quem quiser comprar o CD “Inmigracion”, do Prato Principal, é só
procurar nas principais lojas ou encomendar pela Internet através do
site amazon.com.
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Flávio
Calixto
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Johnny
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Leo Lebellot
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Nilton
Strazzi
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Alexandre
Stry |
Chiquinho |
Antonio Tozzi - AcheiUSA
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