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Ano 7 - Edição 152

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Artistas da Comunidade

Por Carlos Wesley                                          

Uma cantora massa!

Baiana Claudia Silva se destaca com voz para qualquer ritmo

Dizem, no Brasil, que todo baiano é preguiçoso. Ao conhecer Cláudia Silva, esta percepção vai por água abaixo: natural de Batinga, quase na fronteira com Minas Gerais, ela não tem feito outra coisa a não ser batalhar, especialmente na sua área, a música. E, aos poucos, vai garantindo seu espaço, sempre participando de projetos interessantes e em busca de novidades. Por isso é uma das mais queridas cantoras da comunidade.

A carreira de Cláudia começou ainda no Brasil, onde participou de festivais da canção e se apresentou em barzinhos de Salvador e Belo Horizonte. Há oito anos, porém, ela decidiu viver nos Estados Unidos, sem qualquer pretensão de continuar cantando. Foram meses de trabalho como garçonete, na limpeza de casas e tudo o que mais aparecesse. “Mas a música falou mais alto e eu corri na direção do meu sonho”, conta a brasileira, que mora em Deerfield Beach e era conhecida antes como Cláudia Umana.

Desde então, as coisas estão acontecendo para a baiana: primeiro, foram os shows de calouros e os karaokês; depois vieram os convites para cantar em festas de amigos; finalmente chegou a vez de apresentações em restaurantes brasileiros. Nos shows, o ponto alto é a Música Popular Brasileira e a interpretação de grandes cantoras, como Marisa Monte, Elis Regina e Adriana Calcanhoto. “Todas elas são influências fortes na minha vida”, revela Cláudia, que admite ter facilidade para cantar qualquer ritmo, do forró ao blues. Ela acrescenta que sua carreira deve muito também ao músico – e conterrâneo de Batinga – Clauduarte Sá, que sempre lhe incentivou a buscar sucesso na música.

Cláudia diz que não tem do que reclamar da vida, mas deixa escapar que está decepcionada com a falta de convites para shows de MPB: “Hoje, para atrair público na comunidade brasileira, só tocando forró ou sertanejo. Por isso, muitos artistas estão deixando o Sul da Flórida”, lamenta. Por conta disso, ela tem diversificado suas apresentações. No final do ano passado, por exemplo, foi para South Dakota com Francisco Italiano e tem aberto algumas novas frentes de trabalho, como atuar num grupo de serenata e uma nova banda (ver quadro).
Portanto, ao falar sobre Cláudia Silva, não associe a sua ‘baianidade’ à preguiça, mas lembre também que baiano não nasce... estréia!

Serenatas e Brazilian Power

Especialmente nesta época, com a proximidade do Dia dos Namorados (Valentine’s Day), o leitor certamente vai ouvir falar de músicos brasileiros que apresentam serenatas por encomendas para os apaixonados de Pompano Beach e redondezas. Pois a voz do grupo é justamente de Cláudia Silva, a personagem desta edição do Artista da Comunidade. Ela trabalha com a ‘Serenata dos Sonhos’ há quatro meses, cantando qualquer tipo de música e ainda – dependendo da solicitação do cliente – encenando as mais diversas situações.
Por isso ela já tem muita história para contar, como a da vez que foram contratados para um aniversário-surpresa de um brasileiro da região. “Tive que interpretar a namorada grávida que foi abandonada no Brasil e apareci na casa do sujeito com um ‘coiote’. O rapaz levou um susto, mas depois do teatro, cantamos algumas músicas para descontrair o ambiente”, lembra. No repertório, Mamonas Assassinas e Falcão. “Mas a maioria dos pedidos é mesmo de clássicos da MPB, especialmente Tom Jobim”, ressalta a cantora.

Além desta atividade, Cláudia está dando o pontapé em um projeto pessoal, com amigos de longa data: ao lado dos músicos Alexandre (velho parceiro da noite) e da dupla Xexéo e Éder (do grupo Pé de Pano), ela formou uma banda que recebeu o nome provisório de ‘Brazilian Power’. O objetivo é se apresentar em bares, restaurantes e festas particulares com uma mistura de sons e ritmos: “Queremos passar a mesma alegria que temos no palco para os imigrantes brasileiros”, resume Cláudia.

 

 

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