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Clauduarte Sá:
Mensageiro do som da terra
Ouvir
uma canção de Clauduarte Sá nos remete ao recôndito da vida interiorana
brasileira. É como enlevar-se pelos cantos dos passarinhos, pelos sons
do riacho que corre pela veia da mata, alimentado pela fonte de água
pura. É sentir o gosto do café forte saído do bule esquentado no fogão a
lenha e deitar-se na rede à sombra de um caramanchão.
Mesmo vivendo no mundo hi-tech da atualidade, Clauduarte Sá mantém a
postura de violeiro e poeta do lirismo interiorano. Não este
sertanejo-brega comercial que tomou conta das rádios, mas, sim, aquela
música de raiz que nos faz tão bem.
O cantador, com 20 anos de EUA, mostra sua arte no Picanha’s Restaurante
em Miami, às sextas-feiras e sábados, e no Café Mineiro, em Broward, às
quartas-feiras e sábados. O repertório é composto basicamente por
clássicos da MPB, interpretados de maneira peculiar por Clauduarte Sá,
que também mostra suas próprias composições, gravadas nos discos
“Clauduarte Sá” e “Bossa Rural”.
Formação clássica – O baiano de Itanhém deixou a cidadezinha
tranquila do interior da Bahia e foi levando sua arte pelo Brasil até
chegar a São Paulo, onde estudou violão clássico no Conservatório
Musical Villa-Lobos. Hoje, ele dá aulas de violão clássico, violão
popular e teoria musical em sua própria casa para aqueles que desejam
aperfeiçoar os conhecimentos.
Entretanto, compor, cantar e produzir são suas paixões. Aliás, produzir
discos para outros artistas tem sido uma de suas atividades mais
prazerosas. “Produzi discos de Nem Galego, Jaiel Teixeira, Toco do
Pandeiro, além de CDs do grupo de capoeira de Cléber e César”, contou.
Ele produziu também discos de cantores evangélicos, comprovando sua
versatilidade.
A exemplo dos artistas para os quais vem produzindo os discos,
Clauduarte Sá tem um trabalho bem brasileiro, calcado no baião, no
chorinho, no samba, no xaxado e em outros ritmos bem característicos.
Passeio pelo Brasil – Depois de muito tempo sem ir ao Brasil, o
artista esteve no país durante quatro meses, no ano passado. Aproveitou
para divulgar seus discos (trabalho, que ele próprio admite, não é feito
como deveria) e também para tocar em algumas casas de shows de Belo
Horizonte, São Paulo e Vitória, onde moram seus pais.
Visitou, ainda, a região onde nasceu na Bahia. Embora tenha gostado da
experiência de voltar a pisar em solo conhecido que tanta saudade lhe
trouxe, Clauduarte Sá confessou-se decepcionado com o que viu:
“Infelizmente, a violência descontrolada, a devastação da natureza e o
coronelismo que ainda impera naquelas paragens me desencantaram sobre a
possibilidade de voltar a morar no Brasil. Pelo menos, por ora”.
Além de já estar adaptado ao sistema de vida americano, Clauduarte Sá
tem outro motivo para ficar mais tempo vivendo na Flórida, local onde se
radicou há 12 anos. Casado, com dois filhos (uma moça e um rapaz), ele
vive o momento sublime do nascimento de sua primeira neta, Gabriela.
Fonte de inspiração - “A chegada da netinha me encheu de
inspiração. Está acontecendo o mesmo fenômeno ocorrido na época em que
meus filhos nasceram”, relembra o artista. “Naquela ocasião, fiquei
tocando violão por uns dois dias direto.”
Aliás, não só tocando como também compondo músicas e poemas. A alma de
Clauduarte Sá está leve com a chegada de “mais um anjo trazendo sua
mensagem para a Terra”, conforme definiu a vinda de Gabriela, e ele
pretende transmitir esta felicidade e estes bons fluidos para todos
aqueles que o cercam.
Bom momento para os apreciadores de boa música desfrutarem deste momento
mágico, acompanhando as apresentações do artista na comunidade.
Para quem quiser conferir os shows de Clauduarte Sá, pode ir para o
Picanhas Grill (2286 NE 123rd Street North Miami Beach) às sextas-feiras
e sábados, a partir das 8 horas da noite, ou no Café Mineiro (3499 W.
Hillsboro Blvd.), às quartas-feiras à noite aos domingos num horário
inusitado: das 3 às 7 horas da tarde.
Quem sabe se ao ouvir a melodia e a voz do artista, você não se sinta
tentado a comprar um de seus discos. Autografados, é claro!

Gladiadores da Era
Moderna:
Música: Clauduarte Sa
Letra: Antonio Tozzi
O ritual do piloto
Ao vestir o macacão
E colocar a balaclava
Calçar as luvas e entrar no cockpit
E pôr o capacete
Assemelha-se aos gladiadores
Que lutavam para entreter
Na Roma antiga
Nos teatros de arena
São os gladiadores
Da era moderna
The gladiators
Of a modern time
Que trocaram as espadas
Por máquinas possantes
Muitos gladiadores
Perdem sua vida na direção
So many gladiators
Loose their lives
On the racing track
Enquanto isso
A arena consagra
Um novo campeão
Meanhile
The arena celebrates
A new champion...
Antonio Tozzi - AcheiUSA
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