Brazilian Classifieds Ads
Seu classificado em destaque no acheiusa.com!
BUSCA: Google    AcheiUSA  Internet 

Edição atual, clique para ampliar.
Ano 8 - Edição 206

kaia-ki: A nova cara do reggae brasileiro
na Flórida
 

Nos início dos anos 80, num recanto de Salvador, a amante da música, Cristina, embalava os filhos cantando ‘Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si’. Alguns anos depois, as notas musicais passaram a fazer parte do dia-a-dia da família de forma mais profícua, com os dois filhos estudando e praticando música. Um deles era João Carlos Serra, que aos cinco anos foi estudar piano clássico e depois desenvolveu sua faceta autoral. O outro, Miqueias Macambira, desenvolveu sua multi-habilidade instrumental: passou por piano, violão, bateria, baixo e violino.

Os dois seguiram caminhos distintos e similares, ao mesmo tempo. Pareciam seguir vertentes diferentes, mas ao mesmo tempo convergiam para a mesma finalidade: a música. Apesar do berço, as influências passaram longe do axé e dos novos baianos. A veia a pulsar mais forte foi a do reggae, que levou os dois a formar recentemente a banda Kaia.Ki – ainda na formação estão Tony (baixo) e Juliana (bateria).

Muito antes do reggae, entretanto, os dois irmãos passaram por ‘escolas’ distintas.

“Minha escola inicial foi a UCSal - Universidade Católica de Salvador, estudando piano livre aos cinco anos”, conta João. Ficou por alguns anos e aos 11 já começava a compor letra e música. O background religioso da família o impulsionou para esse caminho, na adolescência. Com uma banda gospel, o Grupo Primícias, ele gravou dois CDs em Salvador. Nessa época, também regia o coral da igreja.

Paralelamente, extravasava sua paixão pela música também cantando MPB em bares da região.

Alma gêmea - Nessa mesma época, meados dos anos 90, o irmão Miqueias, ou Mick, também começava a despontar no nicho artístico. “Meu irmão foi minha maior influência. Nunca pensei em ser músico e fui meio que empurrado para tocar na igreja”, revela, embora admita ter sido providencial o incentivo do irmão.

Ele começou então a estudar piano clássico, mas não levou a sério. Aos 12 anos começou a “brincar” com o violão, e as primeiras notas dedilhadas inspiraram-se, não por acaso, nas músicas da Tribo de Jah e da Cidade Negra. Aos 14 anos, pulou pro baixo, por achar que fosse fácil. “Tudo que eu via os outros fazendo me parecia fácil e queria fazer também”, conta o irrequieto Mick, que até hoje preserva a alma moleque.
Depois de começar a tocar baixo, interessou-se por bateria, percussão, violino e piano, outra vez. Resultado: transformou-se num jovem multi-instrumentista que fica à vontade em qualquer estilo e com qualquer instrumento. Seu forte, no entanto, é a guitarra, instrumento que toca na banda. Aos 16 anos, Mick integrou a banda estudantil “Marotos do Mar”, que tocava reggae.

Da igreja para os bares de Salvador, e depois para os bares dos EUA, foi um pulo que levou cinco anos. Cristina mudou-se para o país em 1998 e dois anos depois chegou João. Mick viria somente em 2004.

Formação da banda - Antes de 2004, João já vinha mostrando seu talento em festas e bares locais, em Boston. Também dava aulas de canto e de teclado – profissão que ainda exerce - por lá. Cedeu aos encantos da Flórida há dois anos e ao reencontrar o irmão ressurgiu nos dois o estímulo para formar uma banda aqui também, realizando um projeto antigo.

“A Flórida foi o início da retomada de tudo. Nosso contato foi explosivo e já não dava mais para ficar hibernando”, conta João, que assume a posição de irmão mais velho. Embora banque o protetor, rende-se em elogios a Mick pelo seu talento.

Faltava apenas agrupar mais gente para completar a banda. Uniram-se ao grupo, então, o baixista Tony Araújo. Ele trouxe um pouco de experiência para o grupo, pois está na estrada musical há décadas.

Natural de Fortaleza, Tony começou a tocar aos 15 anos. Ele conta que pegou um violão da irmã e retirou duas cordas. Gostava do som do baixo e assim tirou seus primeiros acordes de baixo em um violão.
Começou a aprender, comprou um baixo de verdade e passou a trabalhar nos bares de Fortaleza.

Aos 20 anos, mudou-se para São Paulo e deu continuidade à carreira na capital cultural do Brasil.

“Nessa época eu fazia um pouco de tudo: reggae, MPB, lambada, Bossa Nova etc.”, conta.

Voltou para Fortaleza em 98, aonde chegou a gravar com a banda Lumiar, e desenvolveu vários outros trabalhos. Em 2001, aportou nos Estados Unidos, e tocou com a banda de Márcio Cardoso e com a Fatinha.
“O Mick sempre me convidava para a gente formar uma banda, eu finalmente aceitei o convite no ano passado”, conta Tony.

“Com a banda eu estou tendo a oportunidade de tocar um repertório legal, que eu gosto”, destaca.

À banda uniu-se o baterista Marcelo, recentemente substituído pela pequena Juliana, que parece sumir atrás dos tambores, mas cresce em palco quando o show começa.

Repertório - Já com a banda completa, os músicos preferiram passar um tempo ensaiando e retocando o repertório para só pisar em palco com o trabalho ‘redondinho’. Assim se passou quase um ano de acertos e consertos. Entre escolha de repertório, integração dos músicos e, claro, o árduo trabalho de adequacão com a disponibilidade de tempo de todos os músicos - que se dividem entre a música e trabalhos rotineiros, diários - foram-se meses de trabalho e espera antes de fazer o debut na comunidade. Durante os ensaios também foram discutidas as propostas de nome. A escolha foi Kaia-Ki, que dá margens a interpretações e significa muitas coisas, mas nenhuma muito familiar ao público brasileiro.

Kaia-Ki pode ser um dos enésimos nomes para marijuana, mas é também o nome de uma árvore japonesa, é o nome de uma geléia de coco, de um perfume - “o meu preferido, inclusive”, diz Mick -, é uma cidade da África, também uma cidade do sul Sudão.

A estréia aconteceu em julho, no Tom Choppin. Desde então, a trupe tem se apresentado em vários bares brasileiros, como Tom Choppin e Kybom Bar e Restaurante. No repertório, um pouco do bom pop-reggae brasileiro, com pinceladas de sucessos de Bob Marley etc.

“Não é somente reggae. Tocamos vários estilos: pop, jazz e blues com temáticas de reggae”, define João.

No repertório, constam também músicas de autoria da banda. Uma das músicas leva a assinatura da mãe, Cristina, a incentivadora. A canção se chama “Life Is The Prize” (Vida é o prêmio) e prova que o talento dos dois irmãos não surgiu do acaso.
 


P.S.: Além de tocar com a banda, João também dá aulas de canto e teclado. Ao lado de Tony estão desenvolvendo um trabalho voltado para a MPB e para o jazz e blues, que pretendem apresentar pelas noites brasileiras da Flórida.
 

 

 

 

     Leia Outros Artistas 

       
          Jade, uma jóia da fotografia
          Giannina Coppiano Dwin
          Martha Luizza
          Chystiane Corrêa
          Bruno e Bryan
          Cristiane Visentim
          Tiago Cabral
          Joarez Moreira de Souza Filho
          Márcia Cordeiro
          Toco do Pandeiro
          Nubia Rose
          Nadia Nardini
          Magda Machado
          Loren Oliveira
          Lucila Filizola
          Francisco Italiano
          Fred Mattos
          Isabel Gouveia
          Geraldo Sá - Geraldinho
          Karla Moretzsohn
          Banda Prato Principal
          Juarez Tomaz da Silva
          Fátima Giovannini
          Marcos Marin
          Substância Elétrica
          Ítalo Ayala
          Clauduarte Sá
          Paulo Gualano
          Newton Rocha
          Bizadão
          Edu Helou
          Cezar Santana
          Cláudio Spiewak
          Fernanda Meirelles
          Ana Beatriz
          Pedro Lazaro
          Pakkoné
          Julinho Spicacci
          Lilian Viana
          Ivo de Carvalho
          Beatriz Malnic
          Roberto Dias
          Cláudia Oliveira
          Gilson do Cavaco
          Ricardo Fábio
          Angela Bretas
          Valter Morais - Entre tacos, carros e pincéis
         Pedro Paulo: O Famoso Anônimo dos Bares da FL
         Naza - Das calçadas do Piauí às paredes da Casa Branca
 
 
 
 
Copyright 2006 © acheiusa.com - webmaster@acheiusa.com
Acheiusa is not responsible for the opinions expressed by its contribuiting writers, neither for the content of
the advertised material on it. Signed articles do not represent the opinion of the newspaper.