Negócios

Empresária brasileira comanda Bolsa de Diamantes do Panamá

Ali Pastorini é apaixonada por joias e negocia peças preciosas com vários países do mundo

Conciliar a função de empresária e vice-presidente da Bolsa de Diamantes do Panamá é o principal desafio da gaúcha Ali Pastorini de apenas 32 anos. A brasileira é vice-presidente da Panama Diamond Exchange que tem como principal responsabilidade divulgar para empresas latino-americanas, as vantagens de integrar a bolsa. Ali, juntamente com a sócia Dione Lima, é também dona de uma linha de joias, a Del Lima, que tem representantes em Dubai, Doha, Nova York, Scottsdale e Miami.

“Sempre fui apaixonada por diamantes, pedras preciosas e joias. Já trabalhava com marketing fora do Brasil, porém em outro segmento. Paralelo a isso eu e minha amiga brasileira–que posteriormente se tornaria minha sócia da marca de joias Del Lima–tínhamos paixão em criar nossas próprias peças. Não demorou muito para um simples prazer se tornar um business e daí foi criada a marca. Hoje em dia, investimos mais no mercado internacional, um dos nossos principais mercados são os Emirados Árabes Unidos, mais precisamente Dubai”, explica Ali.

Foi nas idas e vindas para Dubai que a brasileira se familiarizou com a Bolsa de Diamantes do Panamá, a primeira bolsa do tipo na América Latina, e hoje se tornou vice-presidente da entidade. “Não demorou para eu visitar o Panamá e conhecer a bolsa. Era para ser uma simples visita que acabou se transformando em um convite para eu integrar a equipe”, disse.

Ela explica que a Bolsa de Diamantes do Panamá é, basicamente, um prédio localizado numa Zona Livre de Impostos onde é possível comercializar (comprar e vender) diamantes brutos e polidos, pedras preciosas, semipreciosas, ouro, prata, pérola, joias e relógios a preços competitivos e com qualidade. “Empresas líderes do mercado mundial já possuem filiais na Bolsa de Diamantes do Panamá, o que dá ao comprador latino a segurança de comprar de empresas de renome sem pagar taxas”, acrescenta.

Um exemplo simples, explica Ali: um empresário brasileiro que precisa comprar uma quantidade de diamantes de um determinado tamanho, forma e cor. Ele viaja ao Panamá (máximo seis horas de viagem, dependendo do estado que ele estiver viajando). Ao chegar ao país, não precisa obter visto de entrada e se desloca até a Bolsa para adquirir seu produto em uma das empresas presentes na Bolsa. “Vale lembrar que a Bolsa se encontra a apenas 15 minutos do aeroporto. O processo é extremamente simples e o fato desse consumidor estar negociando dentro de uma Bolsa de Diamantes lhe dá segurança e credibilidade”, disse.

Hoje, existem 30 Bolsas de Diamantes espalhadas ao redor do mundo, a do Panamá é a mais nova delas e a única presente na América Latina. “Ser uma mulher brasileira e a mais jovem vice-presidente de uma Bolsa de Diamantes no mundo traz enormes desafios que eu enfrento com espírito da atleta que fui na adolescência. Aprendi desde muito cedo a encarar os desafios e não ter medo deles”, finaliza.

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