Brasil

Bailarino brasileiro tem visto negado pela segunda vez no Consulado do Rio de Janeiro

Bernardo Régis foi selecionado para um curso de verão no Miami City Ballet, mas não conseguiu a aprovação do visto

Bernardo tem o sonho de dançar balé nos EUA
Bernardo tem o sonho de dançar balé nos EUA

O sonho do bailarino Bernardo Régis, de nove anos, de dançar nos Estados Unidos foi mais uma vez interrompido pelo Consulado dos EUA no Rio de Janeiro, que negou pela segunda vez o visto da criança e da mãe dele, Carla Batista Mendes. Ela compareceu a uma entrevista nesta quinta-feira (28) e ouviu mais uma vez que seu visto de turista não seria aprovado.

Bernardo foi convidado para participar de um concurso de dança em março em Saint Petersburg (FL) e de um curso de férias em julho no conceituado Miami City Ballet, em Miami. Do curso de março ele já não poderá participar, mas a esperança de Carla era que ele conseguisse ir para Miami em julho. Eles tiveram o visto negado pela primeira vez em janeiro.

Em entrevista ao AcheiUSA, Carla, que trabalha como manicure, disse que acredita que suas condições financeiras foram o empecilho para conseguir o visto. “Não tenho emprego fixo e minha renda é muito baixa, deve ter sido esse o motivo pelo qual eles negaram nossos vistos.  Acredito que seja porque não pude provar que voltaria para o meu país”, lamenta Carla, que é mãe de outros três filhos, de 21 anos, 13, Bernardo e uma criança de dois anos.

Desta vez, ela teve a oportunidade de falar com a agente consular sobre o objetivo da viagem, explicou que o filho tinha sido convidado pelo Miami City Ballet, mas não adiantou. “Acho que a minha profissão é para eles um risco de eu ir e não voltar, mas esta não é minha intenção de jeito nenhum. Só quero poder acompanhar o meu filho para que ele possa se aperfeiçoar nesse curso, que será uma grande oportunidade para a carreira dele com o bailarino. É muito triste saber que estou falando a verdade que não tenho interesse de viver lá, mas eles continuam negando nossos vistos”, comentou Carla, que levou o filho com ela para a entrevista e viu os olhos da criança se encherem de lágrimas diante da negativa.

“Ele me falou: mãe, mais uma vez não conseguimos. Estou arrasada. Todos os colegas dele que foram convidados têm melhores condições financeiras e conseguiram o visto. Ele será o único que vai ficar para trás”.

Muito abalada com a notícia, Carla ainda não sabe se vai tentar o visto novamente. Ela contou com o apoio de dois empresários de Miami, que a ajudaram a preencher o formulário DS-160 e pagaram pelo visto. “Tenho muitas pessoas me ajudando e só temos a agradecer. Tenho medo que meu filho desista do seu sonho de se tornar um grande bailarino”.

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