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Homem de Massachusetts acusado de seis casamentos fraudulentos pega liberdade condicional

Segundo a acusação, entre 2003 e 2013 Peter Hicks se casou seis mulheres para legalizá-las em troca de dinheiro

Peter J. Hicks, de 58 anos, compareceu à audiência na Corte Distrital de Worcester (MA)
Peter J. Hicks, de 58 anos, compareceu à audiência na Corte Distrital de Worcester (MA)

Um homem que admitiu ter casado seis vezes como parte de um esquema de legalização de imigrantes foi condenado a liberdade condicional na Corte Distrital de Worcester (MA) no último dia 4. Peter J. Hicks, de 58 anos, foi sentenciado a dois anos de liberdade condicional, após ter feito um apelo emocionado para que se livrasse da pena de 18 meses de prisão sugerida pelo governo.

“Eu simplesmente quero ser uma pessoa íntegra para que meu filho me tenha como exemplo”, disse ele olhando para o filho de três anos, que ele cria sozinho já que a mãe faleceu.

Hicks assumiu a culpa no tribunal federal em setembro, com relação à acusação de fraude no matrimônio. Os promotores públicos alegaram que ele casou fraudulentamente seis vezes, durante o período de 10 anos, como parte de um esquema para conceder a residência legal permanente (green card) para imigrantes africanas.

Peter, que alegou ter sido pago por terceiros para casar com as mulheres, preencheu formulários para que algumas delas conseguissem o green card. Ao aplicar para a 6ª esposa, segundo as autoridades, ele alegou que havia casado somente uma vez anteriormente.

Hicks divorciou-se de pelo menos três esposas, detalharam as autoridades, incluindo duas num período de oito dias em 2011.

Hicks não foi acusado nos cinco casamentos anteriores devido à expiração do prazo. Entretanto, Promotor Público Assistente David G. Tobin pediu ao Juiz Distrital Timothy S. Hillman para levá-los em consideração quando avaliasse o pedido para 18 meses de detenção. Ele insistiu que o réu tinha outros crimes no histórico dele que justificavam a detenção. Ele não detalhou os crimes, mas que eles, com a necessidade de deter outros de se envolverem em fraudes no casamento, justificava uma pena mais severa que a liberdade condicional.

“Liberdade condicional é basicamente um convite (a outros), ‘vá e faça isso; você pode ganhar algum dinheiro fazendo isso”, disse Tobin.

O advogado do acusado rebateu dizendo que a liberdade condicional é uma punição legítima e frisou que os antecedentes criminais do cliente dele eram de 20 anos atrás. Ele acrescentou que Hicks é um conselheiro no tratamento de dependentes químicos em Worcester e que também trabalha como segurança para sustentar o filho. A mãe do menino morreu há 2 anos, portanto, Peter era o único responsável por ele. (Com informações da AP e Brazilian Voice).

Casamentos falsos

O Departamento de Justiça indiciou cinco pessoas pelo crime federal de casamento fraudulento para obtenção de green card em Connecticut e New York no início deste mês.

Carl Jarrett, 35, Kenol Noel, 34, Ricky Owen, 39, todos de Bridgeport (CT), Marvin Williams, 59, de New York City, e o jamaicano naturalizado americano Dwight Henry, de 44 anos, foram acusados de submeter falsos documentos à Imigração para que as mulheres imigrantes de outros países pudessem se legalizar. Nesses casos, as interessadas pagam e forjam um casamento para apresentar fotos e documentos falsos à imigração.

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