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Brasil enfrenta a pior recessão da história

PIB retraiu 3,6% pelo segundo ano seguido, de acordo com IBGE

Agropecuária teve a maior queda

A economia brasileira despencou 3,6% em 2016 e emendou o segundo ano seguido de queda, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (7). É a mais longa recessão pela qual o país já passou. O PIB (Produto Interno Bruto) já havia tombado 3,8% em 2015. O PIB é a soma de tudo o que é produzido no país. As informações são do UOL.

O Brasil nunca havia registrado dois anos seguidos de encolhimento da economia, segundo a atual pesquisa do instituto, que começa em 1996, e a pesquisa anterior, iniciada em 1948. Analistas consultados pela agência de notícias Reuters previam queda de 3,5% no PIB. Já o Banco Central projetava resultado pior, com encolhimento de 4,55%.

Em valores atuais, o PIB de 2016 alcançou R$ 6,3 trilhões.

Todos os setores da economia tiveram forte queda no ano passado. O mais afetado foi a agropecuária, que caiu 6,6%, principalmente devido à atividade agrícola, de acordo com o IBGE.

Na indústria (-3,8%), o setor de transformação, que fornece equipamentos e insumos para outros setores, despencou 5,2% no ano, mesma queda registrada pela construção. Por outro lado, a indústria ligada a energia, gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceu 4,7%.

No setor de serviços (-2,7%), o pior recuo foi o de transporte, armazenagem e correio (-7,1%), seguido pelo comércio (-6,3%).

No quarto trimestre, a economia encolheu 0,9% em relação aos três meses anteriores e 2,5% na comparação com o mesmo período de 2015. O resultado é pior que o esperado e indica que a recessão se aprofundou no final do ano passado.

Foi o décimo primeiro trimestre seguido de queda, na comparação anual, e o oitavo na comparação com o trimestre anterior. Em ambas as medições, trata-se da maior sequência de resultados trimestrais negativos em 20 anos, desde 1996, quando começou a atual pesquisa.

Recessão sob Temer

O presidente Temer assumiu interinamente em 12 de maio, quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi afastada. Assumiu em definitivo em 31 de agosto, com a aprovação do impeachment no Senado. Temer esteve à frente do governo, portanto, durante a maior parte de 2016.

Apesar dos dados ruins, alguns indicadores econômicos têm mostrado que a atividade já começou a dar sinais de recuperação, ainda que de maneira tímida. Entre eles, estão a melhora da confiança de empresários.

A desaceleração da inflação, que fechou 2016 abaixo do esperado, também pode ajudar neste cenário, uma vez que o Banco Central já iniciou processo de redução da taxa básica de juros, em outubro passado, o que tende a baratear o crédito e estimular o consumo.

De lá para cá, o BC cortou a Selic de 14,25% para 12,25%, e a expectativa é de que o órgão corte ainda mais os juros neste ano.

Variação do PIB dos países FONTE: G1

 

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