Uma publicação do presidente Donald Trump mostrando a Groenlândia, o Canadá e a Venezuela incorporados ao território americano provocou ampla repercussão internacional e reacendeu preocupações sobre os rumos da política externa dos Estados Unidos. A postagem, divulgada nas redes sociais do republicano na terça-feira (20), foi interpretada por aliados e diplomatas como um gesto provocativo e simbólico, em um momento de sensível instabilidade geopolítica.
A imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, mostra Trump sentado no Salão Oval, em uma reunião com assessores e líderes europeus. Ao fundo, um mapa exibe os Estados Unidos ampliados para incluir os territórios do Canadá, da Groenlândia e da Venezuela, todos sob a bandeira americana. O presidente não acrescentou qualquer explicação ou comentário no texto que acompanhou a postagem.
Embora não tenha sido acompanhado de um anúncio formal da Casa Branca, o post foi imediatamente associado às declarações anteriores do presidente sobre a importância estratégica da Groenlândia, além de seu histórico discurso em relação ao Canadá e ao governo venezuelano.
Segundo o Washington Post, a representação causou desconforto entre líderes europeus reunidos em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, transformando encontros diplomáticos em um ambiente de apreensão e debates emergenciais. Representantes da União Europeia e da Dinamarca classificam a postagem como “irresponsável” e “desestabilizadora”.
O Canadá ainda não se manifestou oficialmente sobre a publicação, mas, em ocasiões anteriores, autoridades rejeitaram de forma categórica qualquer sugestão de anexação, reafirmando a soberania do país.
Já na América do Sul, a inclusão da Venezuela no mapa ampliado foi interpretada como um recado político em meio às tensões históricas entre os dois países, especialmente no contexto de sanções econômicas, disputas diplomáticas e pressões internacionais sobre o governo venezuelano.
Diplomatas afirmaram esse tipo de conduta compromete a confiança entre aliados históricos e obrigam governos estrangeiros a reagirem publicamente para reafirmar sua soberania, mesmo quando não há ação concreta associada à provocação.
Com informações do Washington Post.
