Um relatório preliminar do Departamento de Segurança Interna (DHS) revelou que agentes federais dispararam suas próprias armas de serviço durante a abordagem que resultou na morte do cidadão americano Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, no sábado (24), em Minneapolis, Minnesota. O documento, enviado ao Congresso, contradiz partes da narrativa inicial das autoridades federais e indica que dois agentes dispararam suas pistolas durante o confronto com Pretti enquanto tentavam detê-lo.
O texto afirma que um deles gritou repetidamente “Ele está com uma arma!” no meio da luta corporal e que, cerca de cinco segundos depois, um membro da Patrulha de Fronteira disparou uma Glock 19, enquanto um oficial da CBP atirou com uma Glock 47, ambas fornecidas pela agência. Registros oficiais e imagens coletadas no local mostram que agentes teriam usado spray de pimenta para tentar remover civis de uma via pública e que, quando Pretti se envolveu no incidente, teria iniciado uma resistência física com os oficiais. Testemunhas e vídeos capturados por civis indicam ainda que um dos agentes parece remover a arma de Pretti de sua cintura momentos antes dos disparos.
O relatório não apresenta evidências claras de que o cidadão americano morto tenha sacado ou disparado sua arma no momento do confronto, nem confirma que a vítima tenha representado uma ameaça letal ativa no instante em que foi baleada — detalhes que haviam sido sugeridos por declarações iniciais de autoridades federais.
Dois agentes envolvidos na ação foram colocados em licença administrativa enquanto as investigações seguem em andamento. Parlamentares de ambos os partidos têm questionado a condução da operação. O governador de Minnesota, Tim Walz, chegou a pedir a retirada de agentes federais da região. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, afirmam que vídeos e relatos de testemunhas não mostram Pretti fazendo qualquer movimento que justificasse o uso de força letal.
